Olhei as minhas mãos,
Estavam calejadas e sujas!
Sujas de terra...
(Que quimérico desalento
É procurar casa Poesia-tubérculo
Enterrada à espera de Primavera
Que não vem
Porque, no céu,
Só há nuvens de terra
Que não se sabem chover...).
Armando Vicente
07 Agosto 2005
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