A reportagem, sobre a violência escolar, que a RTP mostrou na passada terça-feira, não me chocou.
Se atentarmos no comportamento de muitos portugueses, tanto nas estradas ou campos de fútebol, como no recato dos seus lares (veja-se a violência doméstica), as imagens da RTP não surpreenderam. O que me surpreende é a maneira como lidamos com essas coisas: metemos a cabeça na areia.
Alguém já se imaginou, sendo professor e ter que aguentar tudo aquilo? E os nossos filhos? Estarão a aprender a serem violentos também?
A protecção dada pelo "sistema" aos menores pode ser a causadora de muito do que acontece por aí. Se o autor de uma agressão fosse severamente punido, independentemente da sua idade, talvez a violência reduzisse. É que os menores, vão ser adultos, e se os deixar-mos sossegadinhos, eles crescendo no meio da violência, acabarão por serem adultos violentos, e educarão os seus da mesma forma.
Actuem em quanto é tempo. Ou será que todos temos que conviver com marginais?
Que a lei do mais forte não impere. Faça-se justiça, e que seja cega, sem atenuantes de nenhuma natureza.
quinta-feira, 1 de junho de 2006
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Liberdade de expressão
Para recolher o maior número de informação possível sobre o assunto, encontrei uma guerra de palavras que mostra bem o que certas pessoas entendem por liberdade de expressão.
Veja aqui alguns exemplos.
Veja aqui alguns exemplos.
Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé
Caricatura:(desenho, descrição, etc.) retrato de pessoas ou acontecimentos que assenta no exagero cómico de alguns dos seus traços distintivos.
Por causa da polémica publicação das caricaturas, andei saltitando de blogue em blogue, de link em link e a preocupação com a liberdade de expressão é geral. Meu deus! Será que me devo preocupar também?
Será que ninguém entende que, dada a gratuitidade dos desenhos, a sua publicação atingiu os seus objectivos, que serão os de lançar mais uma acha para a fogueira?
Caricaturar, pensava eu mas devo estar enganado, é acentuar através do desenho os aspectos negativos de alguém. Ora o tal profeta não era favorável ao terrorismo, daí que eu condene as caricaturas. E tem mais: caricaturar alguém sem motivo não me parece correcto. Ou será que o motivo existe e eu não o encontro? É caso para dizer que a montanha foi a Maomé.
Por acaso alguém se questionou sobre a errada opinião, a que somos levados a formar em torno da figura caricaturada?
Por causa da polémica publicação das caricaturas, andei saltitando de blogue em blogue, de link em link e a preocupação com a liberdade de expressão é geral. Meu deus! Será que me devo preocupar também?
Será que ninguém entende que, dada a gratuitidade dos desenhos, a sua publicação atingiu os seus objectivos, que serão os de lançar mais uma acha para a fogueira?
Caricaturar, pensava eu mas devo estar enganado, é acentuar através do desenho os aspectos negativos de alguém. Ora o tal profeta não era favorável ao terrorismo, daí que eu condene as caricaturas. E tem mais: caricaturar alguém sem motivo não me parece correcto. Ou será que o motivo existe e eu não o encontro? É caso para dizer que a montanha foi a Maomé.
Por acaso alguém se questionou sobre a errada opinião, a que somos levados a formar em torno da figura caricaturada?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
As caricaturas de Maomé e os seus objectivos
A “crise” gerada pela publicação das caricaturas de Maomé deve ter objectivos que ainda não li, ou ouvi descodificados. Mas deve ter fortes motivos. Senão para quê a sua publicação? E não foi para gerar a discussão (absurda) em torno da liberdade de expressão.
Em Portugal ninguém, ou quase ninguém, é a favor da restrição da liberdade de imprensa. Eu também sou defensor desse direito inalienável. No entanto sou contra a publicação das caricaturas que conotam Maomé com o terrorismo.
Em Portugal, não há muitos anos, uma caricatura do Papa, com um preservativo no nariz, foi motivo de uma grande movimentação (e contestação), com muitos dos nossos políticos a manifestarem o seu desacordo, relativamente à sua publicação. Nesse momento eu defendi o caricaturista. Só que há uma grande diferença entre essa caricatura e a que agora levantou toda esta celeuma: é que o Papa era, efectivamente, contra o uso do preservativo, e o Maomé não era a favor do terrorismo. Ou seja, o que aqui está errado, é a conotação abusiva e estúpida do sujeito com o objectivo.
Mas, de facto, deve haver outra explicação para a decisão de fazer publicar as malfadadas caricaturas nesta altura. Deve, deve! Só não sei qual é. Mas gostava de saber.
Em Portugal ninguém, ou quase ninguém, é a favor da restrição da liberdade de imprensa. Eu também sou defensor desse direito inalienável. No entanto sou contra a publicação das caricaturas que conotam Maomé com o terrorismo.
Em Portugal, não há muitos anos, uma caricatura do Papa, com um preservativo no nariz, foi motivo de uma grande movimentação (e contestação), com muitos dos nossos políticos a manifestarem o seu desacordo, relativamente à sua publicação. Nesse momento eu defendi o caricaturista. Só que há uma grande diferença entre essa caricatura e a que agora levantou toda esta celeuma: é que o Papa era, efectivamente, contra o uso do preservativo, e o Maomé não era a favor do terrorismo. Ou seja, o que aqui está errado, é a conotação abusiva e estúpida do sujeito com o objectivo.
Mas, de facto, deve haver outra explicação para a decisão de fazer publicar as malfadadas caricaturas nesta altura. Deve, deve! Só não sei qual é. Mas gostava de saber.
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
PT no século 21
A página inicial do sapo demora mais de dez minutos a abrir!
Esta afirmação é falsa e verdadeira ao mesmo tempo, consoante a ligação que se tem. A minha ligação ainda é do século passado.
Desconfiado, porque já demorou muito menos a abrir o sapo, pacientemente esperei que abrisse a página da PT, e pesquisei a cobertura do meu número telefónico: "Infelizmente na sua área de residência ainda não está disponível o serviço ADSL", qualquer coisa como isto foi a resposta que obtive. Enviei um mail à PT, dando conta do sucedido, e informei que já estava à espera da banda larga há muito tempo. Resposta em poucas horas: "O número de telefone que nos indicou deverá estar apto a receber o acesso ADSL."
Ufa!!! Finalmente!
Vou agora estudar a melhor oferta e gozar a velocidade da Internet.
Esta afirmação é falsa e verdadeira ao mesmo tempo, consoante a ligação que se tem. A minha ligação ainda é do século passado.
Desconfiado, porque já demorou muito menos a abrir o sapo, pacientemente esperei que abrisse a página da PT, e pesquisei a cobertura do meu número telefónico: "Infelizmente na sua área de residência ainda não está disponível o serviço ADSL", qualquer coisa como isto foi a resposta que obtive. Enviei um mail à PT, dando conta do sucedido, e informei que já estava à espera da banda larga há muito tempo. Resposta em poucas horas: "O número de telefone que nos indicou deverá estar apto a receber o acesso ADSL."
Ufa!!! Finalmente!
Vou agora estudar a melhor oferta e gozar a velocidade da Internet.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
Finalmente acabaram
Era manhã, bem cedinho. A iluminação pública ainda ardia, ofuscando os enfeites de natal, dificultando a minha tarefa de testar a luz matinal na velhinha D70.
Dentro do velho R19, ouvi no rádio a queixa de Manuel Alegre. Não percebi puto. Não era para ser percebido.
Afinal, na noite anterior, tinha havido um “debate” na televisão, e depois, esqueceram-se do poeta para o debate da nação. Porra! Isso não se faz.
Os portugueses, pelo menos alguns deles, vão escolher em consciência mais um homem que vai gozar o resto da sua vida em condições razoáveis, se compararmos com os mais ricos do mundo.
Acabaram os pseudo-debates na televisão. Não mais irá ser mostrado aos simplórios portugueses, um monólogo entre dois amigos. E pelo visto ontem, ambos quiseram os louros do que não fizeram. Um porque foi primeiro-ministro no tempo das vacas-magras, e o outro porque não quiz fazer.
Afinal qual é o papel do presidente da republica? Ou será que eles ontem ainda não sabiam que não vão voltar a governar o país?
Finalmente acabaram... ufa!
Vamos a ver se eu volto ao normal, é que já me apercebi que ando transtornado. Porque será?
Dentro do velho R19, ouvi no rádio a queixa de Manuel Alegre. Não percebi puto. Não era para ser percebido.
Afinal, na noite anterior, tinha havido um “debate” na televisão, e depois, esqueceram-se do poeta para o debate da nação. Porra! Isso não se faz.
Os portugueses, pelo menos alguns deles, vão escolher em consciência mais um homem que vai gozar o resto da sua vida em condições razoáveis, se compararmos com os mais ricos do mundo.
Acabaram os pseudo-debates na televisão. Não mais irá ser mostrado aos simplórios portugueses, um monólogo entre dois amigos. E pelo visto ontem, ambos quiseram os louros do que não fizeram. Um porque foi primeiro-ministro no tempo das vacas-magras, e o outro porque não quiz fazer.
Afinal qual é o papel do presidente da republica? Ou será que eles ontem ainda não sabiam que não vão voltar a governar o país?
Finalmente acabaram... ufa!
Vamos a ver se eu volto ao normal, é que já me apercebi que ando transtornado. Porque será?
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
O regresso
Após algumas semanas de resistência, caí na tentação.
Ouço o mar ao escrever este post, vejo ao clarão provocado pela iluminação da cidade da Póvoa de Varzim, porém, porque não é lucrativo, estou privado do acesso à Internet, via banda larga. Mas hoje cedi à tentação, e quebrei.
Ouvi o ministro Manuel Pinho a dizer que as derrapagens não podem ser toleradas, referindo-se ao custo de uma linha do metro de Lisboa. Mas afinal, ela falava para quem?
O Vaticano publicou um decreto proibindo a ordenação de padres homosexuais. Curioso, eu julgava que os padres eram celibatários, mas enganei-me. Afinal só era proibido "eles" fazerem sexo com mulheres, com homens era permitido. Que coisa!
Mário Lino, sempre o conheci a defender a nacionalização dos sectores chave da economia. Agora que podia levar à prática essa sua ideia política, já pensa de maneira diferente. O que mudou para que tal tivesse acontecido? eu não me apercebi de nada.
Grandes governantes escolhemos. Será que não merecemos melhor?
Ouço o mar ao escrever este post, vejo ao clarão provocado pela iluminação da cidade da Póvoa de Varzim, porém, porque não é lucrativo, estou privado do acesso à Internet, via banda larga. Mas hoje cedi à tentação, e quebrei.
Ouvi o ministro Manuel Pinho a dizer que as derrapagens não podem ser toleradas, referindo-se ao custo de uma linha do metro de Lisboa. Mas afinal, ela falava para quem?
O Vaticano publicou um decreto proibindo a ordenação de padres homosexuais. Curioso, eu julgava que os padres eram celibatários, mas enganei-me. Afinal só era proibido "eles" fazerem sexo com mulheres, com homens era permitido. Que coisa!
Mário Lino, sempre o conheci a defender a nacionalização dos sectores chave da economia. Agora que podia levar à prática essa sua ideia política, já pensa de maneira diferente. O que mudou para que tal tivesse acontecido? eu não me apercebi de nada.
Grandes governantes escolhemos. Será que não merecemos melhor?
quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Bem feito, que é para não proibirem manifestações
A proibição dos militares participarem na manifestação de hoje, por parte do governo, teve como consequência outra manifestação: uma frente ao Parlamento e outra no Mercado da Ribeira.
Bem feito! Quem é o governo para restringir as liberdades dos portugueses?
Bem feito! Quem é o governo para restringir as liberdades dos portugueses?
A boa disposição de Sócrates
Temos um Primeiro-Ministro muito bem disposto! Gosto de o ouvir no parlamente, com o seu apurado sentido de humor.
Só que ali, no parlamento, não me parece ser o local certo para se brincar, sobretudo quando se trata de discutir assunto sério, como era hoje o caso.
Mesmo assim, gostei de o ouvir. Só tenho pena de eu também não ter motivos para andar assim tão bem disposto. É que eu sou português, mas não sou governante.
Só que ali, no parlamento, não me parece ser o local certo para se brincar, sobretudo quando se trata de discutir assunto sério, como era hoje o caso.
Mesmo assim, gostei de o ouvir. Só tenho pena de eu também não ter motivos para andar assim tão bem disposto. É que eu sou português, mas não sou governante.
Poemas sem nome 9
Digo o teu nome.
E ao fazê-lo tudo em mim se esfarela
E transforma em desalento...
Armando Vicente
E ao fazê-lo tudo em mim se esfarela
E transforma em desalento...
Armando Vicente
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Poemas sem nome 8
A chuva é uma serenata
Tão melodicamente cantada
Que chego a ter medo
Que tudo o que oiço seja mentira...
Armando Vicente
Tão melodicamente cantada
Que chego a ter medo
Que tudo o que oiço seja mentira...
Armando Vicente
A verdadeira democracia
Os alemães votaram, e parece que causaram um enorme "katrina" político.
O resultado parece configurar um empate técnico, com ligeira vantagem para a CDU, porém, sem maioria que lhe permita formar governo "estável", sendo que, como o SPD parece reunir maior concenso, será Gerhard Schroeder a formar governo, o que à perimeira vista parece perverter a democracia. Mas não! Não, desde que a coligação que o apioar tenha maior número de votos expressos nas urnas, o que está a causar um grande mal-estar entre nós, basta ouvir o que dizem os "especialistas", enviados especiais dos mais diversos orgãos de imprensa.
Enfim, eles lá sabem porque se apoquentam.
O resultado parece configurar um empate técnico, com ligeira vantagem para a CDU, porém, sem maioria que lhe permita formar governo "estável", sendo que, como o SPD parece reunir maior concenso, será Gerhard Schroeder a formar governo, o que à perimeira vista parece perverter a democracia. Mas não! Não, desde que a coligação que o apioar tenha maior número de votos expressos nas urnas, o que está a causar um grande mal-estar entre nós, basta ouvir o que dizem os "especialistas", enviados especiais dos mais diversos orgãos de imprensa.
Enfim, eles lá sabem porque se apoquentam.
sábado, 17 de setembro de 2005
Rabo de fora
Independentemente de saber quem tinha razão, foi bonito ver a postura de dois dos candidatos à presidência da Câmara de Lisboa.
É absolutamente normal uma pessoa , depois de se ter chateado, não cumprimentar o seu interlocutor. Eu também sou assim! Mas eu não sou o marido da Bárbara Guimarães, se o fosse teria que ser mais cuidadoso. É que podia estar a ser visto por muita gente, e eu tinha que dar uma imagem de bem-comportado, embora no meu íntimo, tivesse vontade de lhe partir as ventas.
Por acaso não se provou nada sobre a sanita, mas mesmo que se tivesse provado, o Carmona que lhe atire a primeira pedra.
É absolutamente normal uma pessoa , depois de se ter chateado, não cumprimentar o seu interlocutor. Eu também sou assim! Mas eu não sou o marido da Bárbara Guimarães, se o fosse teria que ser mais cuidadoso. É que podia estar a ser visto por muita gente, e eu tinha que dar uma imagem de bem-comportado, embora no meu íntimo, tivesse vontade de lhe partir as ventas.
Por acaso não se provou nada sobre a sanita, mas mesmo que se tivesse provado, o Carmona que lhe atire a primeira pedra.
Poemas sem nome 7
Por não saber como falar-te,
Chego a sentir-me
Um cemitério de sentimentos...
Armando Vicente
Chego a sentir-me
Um cemitério de sentimentos...
Armando Vicente
To be or not to be
Alguém me sabe dizer em que legislatura estamos? Ou depende dos interesses do PS?
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
More jobs for the boys
As nomeações do governo não podem causar espanto. É normal que quem governa escolha os seus executores, o contrário é que seria perverso. Mas escolher pessoas dentro do partido para exercerem cargos, cuja imparcialidade é condição indispensavel, parece-me um pouco descabido. Um Tribunal, qualquer que ele seja, tem que ser imparcial, e Guilherme d'Oliveira Martins não pode ser imparcial, pois também não é independente.
Não é por nada, mas se eu precisar de uma maozinha no Tribunal de Contas, a quem me devo dirigir?
É que quando me fizerem a pergunta habitual, a minha resposta é a mesma: não sou militante!
Não é por nada, mas se eu precisar de uma maozinha no Tribunal de Contas, a quem me devo dirigir?
É que quando me fizerem a pergunta habitual, a minha resposta é a mesma: não sou militante!
Poemas sem nome 6
A cinzel,
Nas lousas do tempo, gravo
Letras ferrugentas
Deste cheiro a cravos
Que paira no ar.
Divindade morta
Por essa ferrugem,
A poesia renasce ao entardecer
(Porque a noite renova,
Por dentro,
O que apenas vemos por fora!...).
Armando Vicente
Nas lousas do tempo, gravo
Letras ferrugentas
Deste cheiro a cravos
Que paira no ar.
Divindade morta
Por essa ferrugem,
A poesia renasce ao entardecer
(Porque a noite renova,
Por dentro,
O que apenas vemos por fora!...).
Armando Vicente
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
As Torres de Troia
É verdade que só foram demolidas duas torres em Troia, por questões de solidariedade com os americanos?
Portal do Governo
Para quem quiser colocar questões ao governo, aqui fica a morada:
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos
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