A chuva é uma serenata
Tão melodicamente cantada
Que chego a ter medo
Que tudo o que oiço seja mentira...
Armando Vicente
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
A verdadeira democracia
Os alemães votaram, e parece que causaram um enorme "katrina" político.
O resultado parece configurar um empate técnico, com ligeira vantagem para a CDU, porém, sem maioria que lhe permita formar governo "estável", sendo que, como o SPD parece reunir maior concenso, será Gerhard Schroeder a formar governo, o que à perimeira vista parece perverter a democracia. Mas não! Não, desde que a coligação que o apioar tenha maior número de votos expressos nas urnas, o que está a causar um grande mal-estar entre nós, basta ouvir o que dizem os "especialistas", enviados especiais dos mais diversos orgãos de imprensa.
Enfim, eles lá sabem porque se apoquentam.
O resultado parece configurar um empate técnico, com ligeira vantagem para a CDU, porém, sem maioria que lhe permita formar governo "estável", sendo que, como o SPD parece reunir maior concenso, será Gerhard Schroeder a formar governo, o que à perimeira vista parece perverter a democracia. Mas não! Não, desde que a coligação que o apioar tenha maior número de votos expressos nas urnas, o que está a causar um grande mal-estar entre nós, basta ouvir o que dizem os "especialistas", enviados especiais dos mais diversos orgãos de imprensa.
Enfim, eles lá sabem porque se apoquentam.
sábado, 17 de setembro de 2005
Rabo de fora
Independentemente de saber quem tinha razão, foi bonito ver a postura de dois dos candidatos à presidência da Câmara de Lisboa.
É absolutamente normal uma pessoa , depois de se ter chateado, não cumprimentar o seu interlocutor. Eu também sou assim! Mas eu não sou o marido da Bárbara Guimarães, se o fosse teria que ser mais cuidadoso. É que podia estar a ser visto por muita gente, e eu tinha que dar uma imagem de bem-comportado, embora no meu íntimo, tivesse vontade de lhe partir as ventas.
Por acaso não se provou nada sobre a sanita, mas mesmo que se tivesse provado, o Carmona que lhe atire a primeira pedra.
É absolutamente normal uma pessoa , depois de se ter chateado, não cumprimentar o seu interlocutor. Eu também sou assim! Mas eu não sou o marido da Bárbara Guimarães, se o fosse teria que ser mais cuidadoso. É que podia estar a ser visto por muita gente, e eu tinha que dar uma imagem de bem-comportado, embora no meu íntimo, tivesse vontade de lhe partir as ventas.
Por acaso não se provou nada sobre a sanita, mas mesmo que se tivesse provado, o Carmona que lhe atire a primeira pedra.
Poemas sem nome 7
Por não saber como falar-te,
Chego a sentir-me
Um cemitério de sentimentos...
Armando Vicente
Chego a sentir-me
Um cemitério de sentimentos...
Armando Vicente
To be or not to be
Alguém me sabe dizer em que legislatura estamos? Ou depende dos interesses do PS?
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
More jobs for the boys
As nomeações do governo não podem causar espanto. É normal que quem governa escolha os seus executores, o contrário é que seria perverso. Mas escolher pessoas dentro do partido para exercerem cargos, cuja imparcialidade é condição indispensavel, parece-me um pouco descabido. Um Tribunal, qualquer que ele seja, tem que ser imparcial, e Guilherme d'Oliveira Martins não pode ser imparcial, pois também não é independente.
Não é por nada, mas se eu precisar de uma maozinha no Tribunal de Contas, a quem me devo dirigir?
É que quando me fizerem a pergunta habitual, a minha resposta é a mesma: não sou militante!
Não é por nada, mas se eu precisar de uma maozinha no Tribunal de Contas, a quem me devo dirigir?
É que quando me fizerem a pergunta habitual, a minha resposta é a mesma: não sou militante!
Poemas sem nome 6
A cinzel,
Nas lousas do tempo, gravo
Letras ferrugentas
Deste cheiro a cravos
Que paira no ar.
Divindade morta
Por essa ferrugem,
A poesia renasce ao entardecer
(Porque a noite renova,
Por dentro,
O que apenas vemos por fora!...).
Armando Vicente
Nas lousas do tempo, gravo
Letras ferrugentas
Deste cheiro a cravos
Que paira no ar.
Divindade morta
Por essa ferrugem,
A poesia renasce ao entardecer
(Porque a noite renova,
Por dentro,
O que apenas vemos por fora!...).
Armando Vicente
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
As Torres de Troia
É verdade que só foram demolidas duas torres em Troia, por questões de solidariedade com os americanos?
Portal do Governo
Para quem quiser colocar questões ao governo, aqui fica a morada:
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos
Um recado ao Sr. Ministro
A iniciativa do governo Ligar Portugal, a ser conseguida, merece o meu total apoio. Portugal está muito atrasado, relativamente à maioria dos nossos parceiros da comunidade, e se o governo conseguir os objectivos definidos na iniciativa, ficaremos no pelotão da frente, em matéria de tecnologia de informação e comunicações.
Porém, para a iniciativa ter êxito, é necessário que portugal esteja dotado de infra-estruturas, o que actualmente não acontece. Eu gostava de poder ajudar o governo a conseguir o pleno êxito da iniciativa Ligar Portugal, mas não posso. Não posso porque estou desde o primeiro minuto à espera que a PT, detentora do monopólio da distribuição telefónica, se digne dotar a zona da minha residência, com tecnologia que me permita aceder à internet via banda larga. Não há muito tempo, porque foi muito pressionada, "trouxeram" a possibilidade de acesso à Internet em banda larga ao centro da freguesia, talvez por causa das escolas, mas dois quilómetros a norte, precisamente onde resido, ainda temos que nos sujeitar à lentidão e, acima de tudo, ao custo elevado do acesso a “56K”.
Por isso, e sem ser pessimista, não acredito na iniciativa Ligar Portugal. O recado para si, Sr. Ministro da Ciência e Tecnologia, é o seguinte: para ter sucesso na sua iniciativa, precisa de todos os que como eu prontamente aderiam à banda larga, mas para isso é necessário que tenhamos acesso a ela. Não pode dar um jeitinho nisso?
Porém, para a iniciativa ter êxito, é necessário que portugal esteja dotado de infra-estruturas, o que actualmente não acontece. Eu gostava de poder ajudar o governo a conseguir o pleno êxito da iniciativa Ligar Portugal, mas não posso. Não posso porque estou desde o primeiro minuto à espera que a PT, detentora do monopólio da distribuição telefónica, se digne dotar a zona da minha residência, com tecnologia que me permita aceder à internet via banda larga. Não há muito tempo, porque foi muito pressionada, "trouxeram" a possibilidade de acesso à Internet em banda larga ao centro da freguesia, talvez por causa das escolas, mas dois quilómetros a norte, precisamente onde resido, ainda temos que nos sujeitar à lentidão e, acima de tudo, ao custo elevado do acesso a “56K”.
Por isso, e sem ser pessimista, não acredito na iniciativa Ligar Portugal. O recado para si, Sr. Ministro da Ciência e Tecnologia, é o seguinte: para ter sucesso na sua iniciativa, precisa de todos os que como eu prontamente aderiam à banda larga, mas para isso é necessário que tenhamos acesso a ela. Não pode dar um jeitinho nisso?
Destruição de sinagogas na faixa de Gaza
Israel desocupou a Faixa de Gaza. As imagens de milhares de palestinianos a festejarem efusivamente a libertação, bem ao seu jeito - disparando para o ar - ficou aquém das expectativas. Depois da provocação israelita, ao demolir todos os edifícios que, eventualmente, pudessem ser reutilizados pelos palestinianos, deixando intactas as sinagogas, pode muito bem ser mais um motivo para aquecer o ambiente político na área. A ver vamos.
Parabéns Tiago


Tiago Monteiro voltou a suprpreender os mais "distraídos". Terminou em oitavo lugar, somamndo mais um ponto, numa corrida onde nada de anormal se passou. A sua posição no final da corrida deve-se, exclusivamente, à sua enorme categoria como piloto de formula 1. Parabéns Tiago! Be on edge.
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Pedofilia e infanticídio
"A vítima, encontrada morta segunda-feira em sua casa, era uma criança surda-muda, amblíope e tinha deficiências de locomoção. No dia seguinte, dois jornais relataram que a vítima vivia com a mãe, de 27 anos, e o companheiro, de 16 anos."
Este caso, amplamente relatado nos jornais, merece uma reflexão, sobretudo porque "... a vítima vivia com a mãe, de 27 anos, e o companheiro, de 16 anos...". Neste caso, "companheiro" significa viver maritalmente, não é? Então o caso é bem grave, à luz do nosso Código Penal, porque configura vários crimes: dois de pedofilia e um "infanticídio".
E os vizinhos do "casal" sabiam da relação entre a mãe da criança e o adolescente? E nada fizeram?
Não nos devemos imiscuir na vida privada de cada um, mas não foram os "meninos" de Belém que desencadearam o famoso caso "Casa Pia"?
Este caso, amplamente relatado nos jornais, merece uma reflexão, sobretudo porque "... a vítima vivia com a mãe, de 27 anos, e o companheiro, de 16 anos...". Neste caso, "companheiro" significa viver maritalmente, não é? Então o caso é bem grave, à luz do nosso Código Penal, porque configura vários crimes: dois de pedofilia e um "infanticídio".
E os vizinhos do "casal" sabiam da relação entre a mãe da criança e o adolescente? E nada fizeram?
Não nos devemos imiscuir na vida privada de cada um, mas não foram os "meninos" de Belém que desencadearam o famoso caso "Casa Pia"?
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
terça-feira, 6 de setembro de 2005
Prós e Contras
O programa Prós e Contras,exibido ontem na RTP, ficou aquém das expectativas que o spot promocional gerou em muitos portugueses. E eu que julgava que as presidenciais iam ser o tema de fundo. Tão ingénuo sou!
No painel haviam apoiantes de Soares e Cavaco, um apoiante de Sócrates e uma jornalista que teimava em falar do que está mal no nosso país. Os dois jornalistas que estavam na plateia, como convidados da Fátima Matos Lima, perdão, Campos Ferreira, foram os que mais claramente falaram de economia. E confirmaram os medos dos portugueses.
É comummente aceite que um dos males do país está nas despesas correntes do Estado, e isso é que amedronta os portugueses, os que estão “a mais” no aparelho do Estado, e os que não estando, vão sofrer directamente as consequências: é que, sendo inevitável o despedimento, nada garante que os que vão sair, vão ser os que entraram no período das “vacas gordas” (leia-se governos Cavaco e Guterres), que foi o período em que mais funcionários públicos foram admitidos.
E agora pergunto eu: se eu não comi desse banquete, porque raio tenho que pagar a factura?
A propósito de gastos excessivos, a jornalista que teimava em falar do que vai mal neste país, dava notícia de casos em que os dinheiros públicos eram claramente mal empregues, em Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, em que nos respectivos boletins informativos, se dava conta de apoios e subsídios a coisas absurdas. A mais absurda é a Câmara Municipal de Lisboa ter apoiado a Festa do Avante. Mas é assim o nosso país! A falta de credibilidade que os eleitores demonstram, na classe política, não terá a ver com isto?
E quanto às presidenciais, estamos falados. Soares e Cavaco são já apresentados como os potenciais vencedores, não nos restando espaço de escolha credível. Soares não quis que o seu amigo Manuel Alegre enfrentasse Cavaco. Porquê? Será que ele, Mário Soares, está vocacionado para ser um “adorno” na nossa democracia até morrer? A ser assim, morra Mário, morra! Pi.
No painel haviam apoiantes de Soares e Cavaco, um apoiante de Sócrates e uma jornalista que teimava em falar do que está mal no nosso país. Os dois jornalistas que estavam na plateia, como convidados da Fátima Matos Lima, perdão, Campos Ferreira, foram os que mais claramente falaram de economia. E confirmaram os medos dos portugueses.
É comummente aceite que um dos males do país está nas despesas correntes do Estado, e isso é que amedronta os portugueses, os que estão “a mais” no aparelho do Estado, e os que não estando, vão sofrer directamente as consequências: é que, sendo inevitável o despedimento, nada garante que os que vão sair, vão ser os que entraram no período das “vacas gordas” (leia-se governos Cavaco e Guterres), que foi o período em que mais funcionários públicos foram admitidos.
E agora pergunto eu: se eu não comi desse banquete, porque raio tenho que pagar a factura?
A propósito de gastos excessivos, a jornalista que teimava em falar do que vai mal neste país, dava notícia de casos em que os dinheiros públicos eram claramente mal empregues, em Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, em que nos respectivos boletins informativos, se dava conta de apoios e subsídios a coisas absurdas. A mais absurda é a Câmara Municipal de Lisboa ter apoiado a Festa do Avante. Mas é assim o nosso país! A falta de credibilidade que os eleitores demonstram, na classe política, não terá a ver com isto?
E quanto às presidenciais, estamos falados. Soares e Cavaco são já apresentados como os potenciais vencedores, não nos restando espaço de escolha credível. Soares não quis que o seu amigo Manuel Alegre enfrentasse Cavaco. Porquê? Será que ele, Mário Soares, está vocacionado para ser um “adorno” na nossa democracia até morrer? A ser assim, morra Mário, morra! Pi.
USA today
A culminar as imagens “assombrosas” que recebemos do Louisiana, chegou-nos recentemente a notícia da morte de cinco pessoas, vítimas de um tiroteio entre polícias e militares (que absurdo!).
É assim a América dos nossos dias.
Para quem só via o estilo de vida “coca-cola” deve ter sido um choque. Bem feito, que é para não acreditarem em tudo o que lhes dizem.
Mas há mais. Há muita mais miséria por aquela imensa nação, só que, se não houver outra tragédia, e esperemos que não haja, nunca veremos essa América “profunda”, que nos é sonegada nas televisões. Mas ela existe! Existe e sofre, tal como sofrem os que são oprimidos pelos poderosos americanos.
É assim a América dos nossos dias.
Para quem só via o estilo de vida “coca-cola” deve ter sido um choque. Bem feito, que é para não acreditarem em tudo o que lhes dizem.
Mas há mais. Há muita mais miséria por aquela imensa nação, só que, se não houver outra tragédia, e esperemos que não haja, nunca veremos essa América “profunda”, que nos é sonegada nas televisões. Mas ela existe! Existe e sofre, tal como sofrem os que são oprimidos pelos poderosos americanos.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Um castelo de cartas
É impressionante o que se passou no sul dos EUA. Grande tragédia humanitária provocou o furacão “Katrina” (vá lá saber-se porquê este nome)! E nós só conhecemos o que se passa em New Orleans. Como será no resto do Estado de Louisiana?
As causas destas catástrofes naturais são por mim desconhecidas, mas julgo ter a ver com as mudanças climáticas que, por acção do homem, estão a ter influência no nosso modo de vida.
Portugal, como lhe compete, no âmbito da solidariedade internacional, prestou-se a ajudar o povo americano, tal como tem feito em situações semelhantes, em países onde isso, quando acontece, toma dimensões gigantescas, devido à sua pobreza e subdesenvolvimento.
Mas aqui trata-se da maior super-potência do planeta. Trata-se do país que se envolve em toda a parte, onde os povos “precisam” ser libertados de ditadores, normalmente hostis ao regime e poder americano, despendendo avultadas verbas em armas e outro material bélico, mesmo sem que lhe seja solicitado. Não entendo porque é que “eles” nunca se preocuparam com Portugal, que viveu sob ditadura quase meio século. Mas enfim, como diria a SIC, trata-se de uma questão de critério político.
Esta tragédia, chamada Katrina, veio pôr a nu a realidade americana. Se acontecesse em New York, certamente que o mundo assistiria a um enorme aparato, socorrendo prontamente as vítimas sobreviventes e seria um espectáculo para o mundo, mas como foi no sul, no sítio onde vivem os negros mais pobres, e como isso não lhes dava “credibilidade” no mundo, erraram ao avaliar a situação, e só tarde-a-mal e a más horas é que tomaram consciência da gravidade da tragédia. No entanto é notória a falta de capacidade das autoridades para resolverem a situação. Afinal a super-potência que nós conhecíamos, só existe no papel. Ou talvez existisse mesmo, mas desmoronou-se como um castelo de areia. A super-potência, só o é em armas para fazer a guerra, em vontade e coragem para ajudar o seu próprio povo, é tão frágil como o terceiro-mundo, ou talvez pior, já que o seu orgulho atrasou o pedido de ajuda internacional. O Eldorado que se via nas televisões afinal é só para alguns.
As causas destas catástrofes naturais são por mim desconhecidas, mas julgo ter a ver com as mudanças climáticas que, por acção do homem, estão a ter influência no nosso modo de vida.
Portugal, como lhe compete, no âmbito da solidariedade internacional, prestou-se a ajudar o povo americano, tal como tem feito em situações semelhantes, em países onde isso, quando acontece, toma dimensões gigantescas, devido à sua pobreza e subdesenvolvimento.
Mas aqui trata-se da maior super-potência do planeta. Trata-se do país que se envolve em toda a parte, onde os povos “precisam” ser libertados de ditadores, normalmente hostis ao regime e poder americano, despendendo avultadas verbas em armas e outro material bélico, mesmo sem que lhe seja solicitado. Não entendo porque é que “eles” nunca se preocuparam com Portugal, que viveu sob ditadura quase meio século. Mas enfim, como diria a SIC, trata-se de uma questão de critério político.
Esta tragédia, chamada Katrina, veio pôr a nu a realidade americana. Se acontecesse em New York, certamente que o mundo assistiria a um enorme aparato, socorrendo prontamente as vítimas sobreviventes e seria um espectáculo para o mundo, mas como foi no sul, no sítio onde vivem os negros mais pobres, e como isso não lhes dava “credibilidade” no mundo, erraram ao avaliar a situação, e só tarde-a-mal e a más horas é que tomaram consciência da gravidade da tragédia. No entanto é notória a falta de capacidade das autoridades para resolverem a situação. Afinal a super-potência que nós conhecíamos, só existe no papel. Ou talvez existisse mesmo, mas desmoronou-se como um castelo de areia. A super-potência, só o é em armas para fazer a guerra, em vontade e coragem para ajudar o seu próprio povo, é tão frágil como o terceiro-mundo, ou talvez pior, já que o seu orgulho atrasou o pedido de ajuda internacional. O Eldorado que se via nas televisões afinal é só para alguns.
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
À procura de ajuda

Foto publicada no Público.pt
A crise humanitária provocada pelo "Katrina" nos EUA é mais grave que o que se pensou inicialmente. Os americanos falharam na "resposta inicial" e o presidente Bush já admitiu isso mesmo.
Portugal prepara-se para ajudar, se a isso for chamado, tal é a dimensão da tragédia. mas o que me preocupa mais, para além do drama das pessoas atingidas, é o facto de se ver sempre as tropas americanas em cenários de guerra, liderando a "coligação" de forças para derrotar os "terroristas", mas em situações de paz, de catástrofe natural, os americanos precisam de quem os lidere, para fazer face à tragédia. É caso para dizer: preparam-se para a guerra e não para a paz.
E assim vai o mundo!
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