Caro Pedro
Tinha decidido que não mais te falaria, mas a minha sogra, a octogenária que não sabe ler nem escrever, insistiu tanto que eu cedi. Ela quer que eu te pergunte uma coisa, sobre uma notícia que ela ouviu, um dia desses.
A pergunta dela é se tu tens andado a sacrificar o povo do teu país, com base numa folha de excel errada? Não terás tu capacidade para dispensares estudos feitos por terceiros sobre a economia do nosso país?
Ela quer saber se tu és incompetente e fazes mal aos pobres, por ignorância, ou sabes muito bem o que estás a fazer e és tão mau, quanto aquele que nos "livrou da guerra, mas não da fome", com quem tu, segundo ela, tens algumas semelhanças físicas.
Eu já lhe disse que tu és mau. Fazes de propósito. Mas ela apenas te acha incompetente. Que dizes?
Toma cuidado. Ela nunca andou na escola, mas sabe que, se o povo não tem dinheiro, logo não o gasta, e não o gastando, tu não cobras impostos, entendes? E há mais como ela.
Ela também não gostou de te ouvir a tentar seduzir o PS para as medidas que aí vem. Ela acha que tu estás de partida, e por isso, deves assumir que mentiste aos portugueses, fazer as malas e desapareceres para sempre. É que até ela sabe que já estamos pior que estávamos antes de tu chegares, e que quando a "troika" se for embora, a nossa economia ficará sem conseguir gerar riqueza para pagar os juros, muito menos para pagar a dívida que tu, estupidamente, rejeitas renegociar.
Sabes Pedro, o que Portugal precisa, é de construir comboios, como a Sorefame construía, de fazer barcos, como se faziam na Lisnave e na Setenave, e de produzir alimentos, entre outras coisas.
Ou achas que vamos gerar riqueza a prestar serviços, como defendeu o agora Presidente da República? Vês no que deu isso? Até eu, que prestava serviços, estou a viver às custas da minha esposa. Já ninguém tem capacidade para requisitar os serviços que eu, ingenuamente, acreditei ser uma boa opção de vida.
Pedro, vai embora. Vai enquanto o povo anda calmo. Vai, antes que seja tarde demais. Foge, por ti, e por todos nós.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Risos no funeral
As imagens do funeral de Margaret Thatcher, mostram os "convidados" muito sorridentes.
Bem sei que nós somos diferentes dos ingleses (ou eles é que são diferentes de nós), mas daí até se rirem num funeral...
É estranho haver convidados num funeral. Ou se comparece para prestar homenagem, ou não se vai. Mas como a falecida gerou mais ódios que paixões, pelo sim pelo não...
Será que riem de felicidade?
Bem sei que nós somos diferentes dos ingleses (ou eles é que são diferentes de nós), mas daí até se rirem num funeral...
É estranho haver convidados num funeral. Ou se comparece para prestar homenagem, ou não se vai. Mas como a falecida gerou mais ódios que paixões, pelo sim pelo não...
Será que riem de felicidade?
Passos inseguro
A troika mandou. Passos Coelho, como bom moço de recados, obedeceu e convidou Seguro para um encontro. Estão agora reunidos. Dá a impressão que começa a sentir medo de falar a verdade aos portugueses e, por aconselhamento de quem nos rouba, decidiu implicar o PS.
Enquanto isso, eu aguardo a chegada da Primavera.
Enquanto isso, eu aguardo a chegada da Primavera.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Se é para acontecer, que seja já
Portugal não tem dinheiro. Não tem, mas tinha. E, se tinha mas já não tem, quem é que o tem agora? Onde é que ele está?
Pensava eu que a "ajuda externa", era para isso mesmo, para nos ajudar. E, por ajuda, eu entendia que nos emprestavam dinheiro, para relançarmos a nossa economia. Ou seja, recomeçávamos a produzir mais do que o necessário para a nossa sobrevivência e, com o excedente, pagaríamos o empréstimo. Isso era o que eu achava que ia acontecer.
Passaram-se dois anos, a "ajuda" chegou, e com ela o aumento brutal da nossa dívida, mas continuamos a não produzir o suficiente para nós. Assim sendo, quando a troika se for, ficaremos piores. Pois a economia está pior e a dívida será maior. E não a pagaremos nunca.
Resultado: seremos expulsos da zona euro. E sê-lo-emos. Mas antes, ainda nos vão fazer sofrer mais. Somos cobaias. Estão a testar até onde aguentamos.
Então, se vai acontecer, que seja já. E expulsem-nos da UE também. Quem sabe se não reconstruiremos a nossa economia e ainda viremos a ser felizes? Ou não temos esse direito?
Pensava eu que a "ajuda externa", era para isso mesmo, para nos ajudar. E, por ajuda, eu entendia que nos emprestavam dinheiro, para relançarmos a nossa economia. Ou seja, recomeçávamos a produzir mais do que o necessário para a nossa sobrevivência e, com o excedente, pagaríamos o empréstimo. Isso era o que eu achava que ia acontecer.
Passaram-se dois anos, a "ajuda" chegou, e com ela o aumento brutal da nossa dívida, mas continuamos a não produzir o suficiente para nós. Assim sendo, quando a troika se for, ficaremos piores. Pois a economia está pior e a dívida será maior. E não a pagaremos nunca.
Resultado: seremos expulsos da zona euro. E sê-lo-emos. Mas antes, ainda nos vão fazer sofrer mais. Somos cobaias. Estão a testar até onde aguentamos.
Então, se vai acontecer, que seja já. E expulsem-nos da UE também. Quem sabe se não reconstruiremos a nossa economia e ainda viremos a ser felizes? Ou não temos esse direito?
Porque digo NÃO ao acordo?
Se algum dia for obrigado a escrever mal, como o acordo com os brasileiros prevê, aviso, desde já, que moverei uma acção judicial contra o Estado português. Exigirei ser recompensado, pelas vezes que a palmatória me caiu nas mãos, quando na primária, escrevia baptismo sem o p.
Se mais nenhuma outra razão houvesse, esta bastaria.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O penico de Seguro
Há dias que acordo com uma aparente vontade de fazer sexo, porém, é pura "ilusão".
Com a bexiga cheia, a falsa erecção, não passa disso mesmo. É falsa. E a verdade é que, quando esvaziamos o líquido acumulado durante a noite, aquilo que nos fez feliz por breves momentos, murcha.
Depois do que tem, ultimamente, andado a dizer António José Seguro, esperávamos ver o tom másculo na comunicação de hoje, mas não. O líder do PS mijou cedo demais.
Com a bexiga cheia, a falsa erecção, não passa disso mesmo. É falsa. E a verdade é que, quando esvaziamos o líquido acumulado durante a noite, aquilo que nos fez feliz por breves momentos, murcha.
Depois do que tem, ultimamente, andado a dizer António José Seguro, esperávamos ver o tom másculo na comunicação de hoje, mas não. O líder do PS mijou cedo demais.
O que ele diz!
"Eduardo Catroga, antigo ministro das Finanças, entrevistado esta tarde pela TSF, defendeu que a "troika" devia obrigar o PS a entrar nas negociações com os credores e com o Governo."
Ouvir aqui
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"Just say NO"
O Prémio Nobel da economia, Paul Krugman, aconselha os portugueses a dizer “não”, a mais austeridade, e esse homem deve saber um bocadinho de economia.
Eu nada sei. Mas sei que, se tomar medicamentos em doses excessivas, o efeito pode ser o contrário do pretendido; posso morrer.
Sempre pensei que, quando se falava em austeridade, isso queria dizer "sermos mais rigorosos nas nossas despesas", só gastar o necessário, nada de excessos. Como tal, nunca me preocupei com isso. Se é preciso austeridade, força, venha ela, que a mim não me afecta. Sempre vivi com o que tenho e nunca com o que penso vir a ter. Mas para Passos Coelho não é isso. Para ele, austeridade é cortar no essencial. E o essencial é a saúde e a educação, essencialmente.
Eu acho que sim, que se deve cortar na saúde. Sim, há, com certeza, gastos excessivos na saúde. Por exemplo, não pagar trabalho suplementar a médicos que exercem a profissão no seu horário de trabalho. Ou não permitir que se façam, nos hospitais públicos, actos médicos privados, a custo zero.
Quando tive um acidente de viação, no hospital onde fui assistido, foi-me feito um exame radiológico, na hora, no hospital público. Mais tarde, para verificar se a fractura óssea estava "sarada", fui mandado a um gabinete de radiologia particular. Resta dizer que o radiologista que executou a "chapa", era o mesmo que trabalhava no referido hospital.
Ainda hoje, Camilo Lourenço, já mais famoso que Relvas, disse que é necessário cortar na despesa. E, como a maior despesa do Estado é com salários, baixem-se os salários, ou despeçam-se as pessoas.
E o resto Camilo? Fica como está? Quanto ganhas, quando vais dar palpites desses para a RTP? Se tivesses um salário igual ao da maioria dos portugueses, e sem "luvas", de certo não falavas da mesma maneira. E, já agora, sr. Camilo: alguma vez disse alguma coisinha, contra as privatizações, sabendo melhor que eu, que com a "venda" de empresas do Estado, a receita iria fatalmente reduzir?
austeridade
(latim austeritas, -atis)
s. f.
Qualidade ou característica do que é austero.
=
RIGOR, SEVERIDADE
austero
austero
(latim austerus, -a, -um)
adj.
1.
Que é muito rigoroso nos seus princípios.
2.
Que demonstra pouca ou nenhuma flexibilidade.
=
RÍGIDO, SEVERO
3.
Sério e grave.
4.
Que exige muito esforço (ex.: trabalho austero).
=
ÁRDUO, DURO, PENOSO
5.
Ríspido (ex.: voz austera).
6.
Sombrio, escuro.
RIP Margaret Hilda Roberts
Morreu Margaret Thatcher.
Se morreu, é porque estava viva. E na sua vida nada fez que me faça lamentar a sua morte. Apenas lamento a morte dela como a de qualquer ser humano.
Se não gosto de elogios fúnebres, por entender que se deve reconhecer os méritos enquanto a pessoa vive, também não vou dizer o que sinto por ela, agora que morreu. Mas as figuras que já vi elogiarem a sua vida, não deixam margem para dúvidas: a senhora não fez nada de bom para os que dependem do seu trabalho para sobreviverem.
Eu digo não
Quando, ao instalar "software" no meu computador, me perguntam o idioma em que quero ler as normas contratuais, já sei que vou escolher uma língua inexistente. Escolho, obviamente português, mas leio sempre em "brasilês". Conformo-me com as normas, e raramente tenho a opção de escolher o idioma em que o programa vai operar. Ao menos nisso, as empresas distribuidoras são sensatas: prefiro o inglês ao português mal escrito. Mal ou mau escrito?
Não sou conservador, mas há limites para tudo. Este Acordo Ortográfico não serve para normatizar a língua portuguesa, escrita ou falada. Para além de apenas Portugal "ceder" às exigências do Brasil. Se Registo e REGISTRO se mantêm, se o Irão no "Brasiu" continua a ser IRÃ, se em Portugal continuamos a não ter "USINAS", por que raio temos que deixar cair as "consoante mudas", sendo que essas consoantes "mudam" mesmo o sentido das palavras? Mas não é só nas consoantes mudas que existe o meu desacordo.
Um menino, do quarto ano, descreveu numa "composição", a alegria que sentiu, quando o pai regressou, depois de uma tentativa falhada de trabalhar noutro (ou em outro?) país.
"... Quando me virei para o este, vi, ao longe uma nuvem de poeira. Era o táxi que transportava o meu pai, de regresso a casa."
-Este este, de que falas na tua composição, é o ponto cardeal? - Perguntou o professor.
-Não, este este de que falo é o rio que passa por trás da nossa casa e desagua no ave.
Quem publicou isto, foi Marcos Bagno, no facebook.
Quem é Marcos Bagno?
Eles ganham "prêmios" e são torcedores de "times" de futebol. Nós não.
Não sou conservador, mas há limites para tudo. Este Acordo Ortográfico não serve para normatizar a língua portuguesa, escrita ou falada. Para além de apenas Portugal "ceder" às exigências do Brasil. Se Registo e REGISTRO se mantêm, se o Irão no "Brasiu" continua a ser IRÃ, se em Portugal continuamos a não ter "USINAS", por que raio temos que deixar cair as "consoante mudas", sendo que essas consoantes "mudam" mesmo o sentido das palavras? Mas não é só nas consoantes mudas que existe o meu desacordo.
Um menino, do quarto ano, descreveu numa "composição", a alegria que sentiu, quando o pai regressou, depois de uma tentativa falhada de trabalhar noutro (ou em outro?) país.
"... Quando me virei para o este, vi, ao longe uma nuvem de poeira. Era o táxi que transportava o meu pai, de regresso a casa."
-Este este, de que falas na tua composição, é o ponto cardeal? - Perguntou o professor.
-Não, este este de que falo é o rio que passa por trás da nossa casa e desagua no ave.
Quem publicou isto, foi Marcos Bagno, no facebook.
Quem é Marcos Bagno?
Marcos Bagno
É professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília, doutor em filologia e língua portuguesa pela Universidade de São Paulo, tradutor, escritor com diversos prêmios e mais de 30 títulos publicados,[1] entre literatura e obras técnico-didáticas.
Atua mais especificamente na área de sociolinguística e literatura infanto-juvenil, bem como questões pedagógicas sobre o ensino de português no Brasil.
Eles ganham "prêmios" e são torcedores de "times" de futebol. Nós não.
E agora, Pedro?
Ó Pedro, ontem ficastes mal no retrato. Então atiras-te assim ao TC? A minha sogra, a octogenária que não sabe ler, até me perguntou quem foi que fez aquele orçamento que o Tribunal acha inconstitucional. Ela Falou num rei que matava os mensageiros, quando a mensagem que lhe traziam não era do seu agrado. Ela acha que tu és igual. "Então ele faz um orçamento que é contra a lei? Esperava o quê?".
Vamos lá, Pedro, coragem. Assume que era mesmo isso que querias, para castigar esses malandros portugueses, que não param de reivindicar o direito a viver dignamente.
Sabes Pedro, enquanto tu te atiravas violentamente contra pessoas dignas, a minha esposa estava numa clínica particular, porque o hospital recusou fazer o tratamento necessário e o centro de saúde estava encerrado. Ela pagou o que já devia estar pago pelos descontos que faz, mensalmente, para a Segurança Social. E sabes que a clínica tem uma parceria com o Estado? Estranho, não é? E, por falar nisso, é verdade que "o serviço da dívida" custa tanto como o nosso SNS?
Olha Pedro, há outra forma de saíres do buraco em que te metestes: aumenta as receitas, em vez de reduzir despesas. Em vez de privatizares, ou seja venderes, o que resta do que ainda dá lucro ao país, nacionaliza o que é mais rentável. Imagina que os lucros da Galp, da PT, e da EDP voltavam a entrar nos cofres do Estado? Não ficávamos bem? Até sobrava dinheiro para emprestarmos, a juro decente, aos outros países. Ah, mas é preciso colocar nessas empresas, administradores que não sejam contra as nacionalizações, para não acontecer o que já aconteceu quando todas davam prejuízo e, mal foram privatizadas, com os mesmos gestores, começaram logo a gerar "dividendos".
Bem sei que vais dizer que isso é impossível. A UE não permite, etc, etc. Também sei que não tens vocação para essa solução. Eu sei isso. Mas, por acaso tu sabes que eu, e a maioria dos portugueses, já não tem mais por onde apertar?
A minha sogra acha que só podes ir buscar dinheiro onde o houver. Ela tem razão. Pedro, faz alguma coisa menos má para o nós. Nós merecemos. Somos o melhor povo do mundo. Não achas?
Vamos lá, Pedro, coragem. Assume que era mesmo isso que querias, para castigar esses malandros portugueses, que não param de reivindicar o direito a viver dignamente.
Sabes Pedro, enquanto tu te atiravas violentamente contra pessoas dignas, a minha esposa estava numa clínica particular, porque o hospital recusou fazer o tratamento necessário e o centro de saúde estava encerrado. Ela pagou o que já devia estar pago pelos descontos que faz, mensalmente, para a Segurança Social. E sabes que a clínica tem uma parceria com o Estado? Estranho, não é? E, por falar nisso, é verdade que "o serviço da dívida" custa tanto como o nosso SNS?
Olha Pedro, há outra forma de saíres do buraco em que te metestes: aumenta as receitas, em vez de reduzir despesas. Em vez de privatizares, ou seja venderes, o que resta do que ainda dá lucro ao país, nacionaliza o que é mais rentável. Imagina que os lucros da Galp, da PT, e da EDP voltavam a entrar nos cofres do Estado? Não ficávamos bem? Até sobrava dinheiro para emprestarmos, a juro decente, aos outros países. Ah, mas é preciso colocar nessas empresas, administradores que não sejam contra as nacionalizações, para não acontecer o que já aconteceu quando todas davam prejuízo e, mal foram privatizadas, com os mesmos gestores, começaram logo a gerar "dividendos".
Bem sei que vais dizer que isso é impossível. A UE não permite, etc, etc. Também sei que não tens vocação para essa solução. Eu sei isso. Mas, por acaso tu sabes que eu, e a maioria dos portugueses, já não tem mais por onde apertar?
A minha sogra acha que só podes ir buscar dinheiro onde o houver. Ela tem razão. Pedro, faz alguma coisa menos má para o nós. Nós merecemos. Somos o melhor povo do mundo. Não achas?
sábado, 6 de abril de 2013
Adeus, Pedro
Caro Pedro,
Sinto-me triste. Triste por hoje e, sobretudo, por amanhã.
A profissão que exerci, desde quando tu aparecias na minha televisão, na qualidade de presidente da jota do teu partido, deixou de ser rentável. As pessoas, que tu devias ter o dever de proteger, já não tem dinheiro para as necessidades do dia-a-dia, muito menos para fazer festas e requisitar os meus serviços.
Deixei de poder cumprir os meus deveres para com a Segurança Social. Já não ganhava o bastante para contribuir com a minha parte, enquanto cidadão activo, para poder usufruir na velhice, de algum conforto.
Como trabalhador independente, quando encerrei a minha actividade como "empresário em nome individual" (nome pomposo para um trabalhador independente), não tive direito a qualquer subsídio de desemprego. Fiquei dependente do salário (pouco mais do que mínimo) da minha esposa.
Com muito sacrifício consegui que a minha filha mais velha obtivesse uma licenciatura. Ela frequentou o ensino superior durante cinco anos. Hoje é professora do primeiro ciclo. Desempregada. Desempregada, mas com uma licenciatura e preparação para exercer a profissão com que ela sempre sonhou. A mais nova, actualmente no segundo ano do ensino superior, já fala em aprender alemão. Talvez venha a ser mais uma portuguesa em quem o Estado investe na sua formação, que depois vai "sustentar" o sistema de segurança social de outro país.
Sabes Pedro, às vezes, quando te vejo na televisão que me querias tirar, sinto pena de ti. Por vezes penso que tu estás a fazer o teu melhor, para me proporcionares as condições de vida a que me sinto no direito de exigir de ti, mas a minha sogra, octogenária, que só entrou numa escola primária para exercer o seu direito de voto, diz-me para não ter pena de ti, porque tu também não tens pena de mim. Nem dela.
Sabes, ela não acredita que tu sejas incompetente para o cargo que exerces. Ela sabe que tu estás a fazer exactamente aquilo que deve ser feito, para tornares Portugal num país miserável, apenas competitivo com a economia chinesa. Ou marroquina. Sabes, ela pensa isso porque, se vós destruístes tudo o que criava riqueza (ela fala muitas vezes na indústria têxtil do Vale do Ave, nas industrias que faziam os nosso comboios, os nossos barcos, nos barcos que pescavam o peixe que comemos, e podia falar em muitas mais coisas), agora só nos resta viver como ela viveu nos tempos de Salazar.
Ela sabe que ninguém consegue sobreviver, gastando mais do que ganha. Também diz que se tu quisesses, podias ao menos tentar aumentar o PIB, em vez de insistires na estúpida ideia de reduzir despesas, sendo que para ti, despesas significam ordenados e pensões. Quando tu confundes aumento das receitas com aumento de impostos, eu acho que é estupidez tua, mas ela acha que é a tua convicção. Ela está convencida que tu és má pessoa.
Pedro, aguardo com ansiedade o resultado do conselho de ministros extraordinário que acabou de terminar. Espero que vás embora. É que eu ando triste. Muito triste. Sobretudo porque tenho a terrível sensação que já é tarde.
Um abraço e adeus, Pedro.
Sinto-me triste. Triste por hoje e, sobretudo, por amanhã.
A profissão que exerci, desde quando tu aparecias na minha televisão, na qualidade de presidente da jota do teu partido, deixou de ser rentável. As pessoas, que tu devias ter o dever de proteger, já não tem dinheiro para as necessidades do dia-a-dia, muito menos para fazer festas e requisitar os meus serviços.
Deixei de poder cumprir os meus deveres para com a Segurança Social. Já não ganhava o bastante para contribuir com a minha parte, enquanto cidadão activo, para poder usufruir na velhice, de algum conforto.
Como trabalhador independente, quando encerrei a minha actividade como "empresário em nome individual" (nome pomposo para um trabalhador independente), não tive direito a qualquer subsídio de desemprego. Fiquei dependente do salário (pouco mais do que mínimo) da minha esposa.
Com muito sacrifício consegui que a minha filha mais velha obtivesse uma licenciatura. Ela frequentou o ensino superior durante cinco anos. Hoje é professora do primeiro ciclo. Desempregada. Desempregada, mas com uma licenciatura e preparação para exercer a profissão com que ela sempre sonhou. A mais nova, actualmente no segundo ano do ensino superior, já fala em aprender alemão. Talvez venha a ser mais uma portuguesa em quem o Estado investe na sua formação, que depois vai "sustentar" o sistema de segurança social de outro país.
Sabes Pedro, às vezes, quando te vejo na televisão que me querias tirar, sinto pena de ti. Por vezes penso que tu estás a fazer o teu melhor, para me proporcionares as condições de vida a que me sinto no direito de exigir de ti, mas a minha sogra, octogenária, que só entrou numa escola primária para exercer o seu direito de voto, diz-me para não ter pena de ti, porque tu também não tens pena de mim. Nem dela.
Sabes, ela não acredita que tu sejas incompetente para o cargo que exerces. Ela sabe que tu estás a fazer exactamente aquilo que deve ser feito, para tornares Portugal num país miserável, apenas competitivo com a economia chinesa. Ou marroquina. Sabes, ela pensa isso porque, se vós destruístes tudo o que criava riqueza (ela fala muitas vezes na indústria têxtil do Vale do Ave, nas industrias que faziam os nosso comboios, os nossos barcos, nos barcos que pescavam o peixe que comemos, e podia falar em muitas mais coisas), agora só nos resta viver como ela viveu nos tempos de Salazar.
Ela sabe que ninguém consegue sobreviver, gastando mais do que ganha. Também diz que se tu quisesses, podias ao menos tentar aumentar o PIB, em vez de insistires na estúpida ideia de reduzir despesas, sendo que para ti, despesas significam ordenados e pensões. Quando tu confundes aumento das receitas com aumento de impostos, eu acho que é estupidez tua, mas ela acha que é a tua convicção. Ela está convencida que tu és má pessoa.
Pedro, aguardo com ansiedade o resultado do conselho de ministros extraordinário que acabou de terminar. Espero que vás embora. É que eu ando triste. Muito triste. Sobretudo porque tenho a terrível sensação que já é tarde.
Um abraço e adeus, Pedro.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Passos sem ministro da propaganda
Relvas foi-se. Passos, depois de ter aceitado a demissão, reúne-se com Cavaco Silva. Ainda não foi anunciado um substituto. Espera-se a decisão do Tribunal Constitucional. Palpita-me que amanhã vão surgir mais novidades
Relvas a bater punho na despedida
Ao ouvir Miguel Relvas, no seu discurso de despedida, a puxar pelos galões, fazendo o balanço da sua actividade, e lembrando que foram dois anos no governo, mais três dentro do PSD a lutar por um cargo relevante, não me restam dúvidas: ele vai pedir equivalência e a devolução, não da licenciatura, mas do doutoramento.
Força Relvas, bate punho!
Força Relvas, bate punho!
Os motivos da demissão de Relvas
Parece que o outro Miguel foi o causador. Relvas não terá gostado de ouvir o rapaz simples dizer que até a vender pipocas se arranja dinheiro para pagar a propina da universidade. Até porque não foi por falta de dinheiro que Relvas não frequentou a universidade.
Pronto, agora teremos outro Miguel a "bater punho".
Pronto, agora teremos outro Miguel a "bater punho".
Fraca "anesa" a que nos proporciona este governo
“Hoje uma mulher que pretenda ser mãe, mais do que a disponibilidade
financeira, reclama por disponibilidade para uma maior dedicação. Se
tempo tivesse para os acompanhar teria mais filhos”, disse Pedro Mota
Soares, numa audição da Comissão de Segurança Social e Trabalho.
Sr. ministro, olhe que não deve ser por isso que os casais tem menos filhos. Eu vou tentar ajuda-lo a entender o fenómeno da baixa natalidade em Portugal.
Na casa onde nasci, durante vários anos, um casal de andorinhas usou o mesmo ninho para se reproduzir. Anos há em que as aves que me ensinaram ser "pecado matar, pois são aves do Senhor", criam duas vezes. O meu espanto levou-me a perguntar aos adultos porque não se reproduziam sempre duas vezes. Resposta: "quando a anesa é boa, até os animais aproveitam".
É isso sr. ministro. Não é por falta de tempo que nos reproduzimos pouco, é porque a "anesa" é fraca. Crie-nos condições económicas favoráveis e verá o resultado.
Sr. ministro, olhe que não deve ser por isso que os casais tem menos filhos. Eu vou tentar ajuda-lo a entender o fenómeno da baixa natalidade em Portugal.
Na casa onde nasci, durante vários anos, um casal de andorinhas usou o mesmo ninho para se reproduzir. Anos há em que as aves que me ensinaram ser "pecado matar, pois são aves do Senhor", criam duas vezes. O meu espanto levou-me a perguntar aos adultos porque não se reproduziam sempre duas vezes. Resposta: "quando a anesa é boa, até os animais aproveitam".
É isso sr. ministro. Não é por falta de tempo que nos reproduzimos pouco, é porque a "anesa" é fraca. Crie-nos condições económicas favoráveis e verá o resultado.
Socialistas indignados com declarações de Luís Amado
"Ana Paula Vitorino e Sérgio Sousa Pinto não gostaram de ouvir Luís Amado ontem na TSF. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros condenou a moção de censura apresentada pelo PS".
Não percebo. Todo o PSD condenou a moção de censura. Porque é que só se referem a Luís Amado?
Não percebo. Todo o PSD condenou a moção de censura. Porque é que só se referem a Luís Amado?
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O governo e a moção de censura
Uma das razões, invocadas pela maioria que suporta o governo, para recusar a moção de censura, apresentada pelo PS, é a de que, caso a moção fosse aprovada, o governo cairia e seriam marcadas novas eleições. Ora, como dentro de pouco tempo, Portugal vai ter que "negociar" os pagamentos da dívida, não seria bom para as negociações, Portugal apresentar-se com um governo de gestão. À primeira vista até parece correcto, mas...
Por acaso o PSD não colocou o país a negociar a intervenção externa, da qual somos víctimas no momento, por um governo na mesma situação?
Por acaso o PSD não colocou o país a negociar a intervenção externa, da qual somos víctimas no momento, por um governo na mesma situação?
Primeiro tiro no próprio pé
Curiosamente, dei comigo a concordar com o "maçon" que lidera a bancada do PSD: o país não merece este Partido Socialista.
Como esperado, Seguro não tem capacidade argumentativa, capaz de convencer os portugueses.
Como esperado, Seguro não tem capacidade argumentativa, capaz de convencer os portugueses.
Rapaz simples, de Braga
A primeira vez que ouvi aquele moço, que se acha simples, senti vergonha. Afinal, só está sem emprego quem não quer esforçar-se um bocadinho. É tão fácil arranjar um emprego,
Portugal, país pequeno e pobre. País de preguiçosos.
Ó Miguel, porque não tens um bocadinho de vergonha nessa cara?
Portugal, país pequeno e pobre. País de preguiçosos.
Ó Miguel, porque não tens um bocadinho de vergonha nessa cara?
Feelings
Ver na mesma conferência de imprensa, Paula Teixeira da Cruz, o ministro da saúde e o director da PJ, cheirou-me a esturro.
PS pôe-se a jeito
Hoje é o dia em que, na Assembleia da República, se discutirá a moção de censura ao governo. Não, não terá qualquer efeito imediato. A maioria PSD/CDS suportará mais uma vez Coelho/Gaspar/Relva & companhia. Não fará cair, mas pode abalar.
Mas, neste momento, uma outra coisa me preocupa; será esta semana, provavelmente, que ficaremos a conhecer a decisão do TC sobre algumas medidas do OE para este ano. Se, como já foi referido na imprensa, Passos Coelho se demitir, caso a decisão dos juízes do TC não lhe for favorável, não será esta moção de censura, apresentada nesta altura, mais "um tiro no pé" do PS?
Às vezes penso que este Partido Socialista põe-se mesmo a jeito.
Mas, neste momento, uma outra coisa me preocupa; será esta semana, provavelmente, que ficaremos a conhecer a decisão do TC sobre algumas medidas do OE para este ano. Se, como já foi referido na imprensa, Passos Coelho se demitir, caso a decisão dos juízes do TC não lhe for favorável, não será esta moção de censura, apresentada nesta altura, mais "um tiro no pé" do PS?
Às vezes penso que este Partido Socialista põe-se mesmo a jeito.
terça-feira, 2 de abril de 2013
O princípio do fim
Se meia Europa se escandalizou com as palavras do ministro alemão, esperemos para ver o que aí vem.
Não há muito tempo, a outra meia Europa, a que agora não se pode admirar, falava que a Alemanha, ou melhor, "os contribuintes alemães", andavam a sustentar os nossos desvarios. E, o pior de tudo, muitos portugueses acreditam. Ouço-os a lamentarem isso mesmo, nos cafés ou nas barbearias. Curiosamente, nenhum deles acha que viveu acima das suas possibilidades. São sempre os outros. Mas...
Quando, aos treze anos, ingressei no "mercado de trabalho", havia na empresa, um local, coberto com chapa de zinco, onde, por entre umas barras de ferro, se "enfiava" a roda dianteira da bicicleta, por forma a, num pequeno espaço, se poder abrigar o maior número de velocípedes. Era esse o parque de estacionamento reservado aos trabalhadores. Eles não nos perdoam a ousadia de, agora, nos deslocarmos, para o local de trabalho numa viatura automóvel. Mesmo que seja de fabrico alemão.
Acaso alguém lembra ao ministro Wolfgang Schauble, que os baixos salários que auferimos, contribuem para sustentar o nível de vida dos alemães? Ou ele já sabe disso? Estará já a fomentar o sentimento anti-alemão?
Calma senhor Schauble. Vá com calma e cale-se, porque o sentimento anti-alemão já começa a despertar em muitos de nós.
Não há muito tempo, a outra meia Europa, a que agora não se pode admirar, falava que a Alemanha, ou melhor, "os contribuintes alemães", andavam a sustentar os nossos desvarios. E, o pior de tudo, muitos portugueses acreditam. Ouço-os a lamentarem isso mesmo, nos cafés ou nas barbearias. Curiosamente, nenhum deles acha que viveu acima das suas possibilidades. São sempre os outros. Mas...
Quando, aos treze anos, ingressei no "mercado de trabalho", havia na empresa, um local, coberto com chapa de zinco, onde, por entre umas barras de ferro, se "enfiava" a roda dianteira da bicicleta, por forma a, num pequeno espaço, se poder abrigar o maior número de velocípedes. Era esse o parque de estacionamento reservado aos trabalhadores. Eles não nos perdoam a ousadia de, agora, nos deslocarmos, para o local de trabalho numa viatura automóvel. Mesmo que seja de fabrico alemão.
Acaso alguém lembra ao ministro Wolfgang Schauble, que os baixos salários que auferimos, contribuem para sustentar o nível de vida dos alemães? Ou ele já sabe disso? Estará já a fomentar o sentimento anti-alemão?
Calma senhor Schauble. Vá com calma e cale-se, porque o sentimento anti-alemão já começa a despertar em muitos de nós.
quinta-feira, 28 de março de 2013
PEC IV não, isso faremos nós
Não sei, e penso que a maioria dos portugueses também não o saberá, se José Sócrates foi verdadeiro em tudo o que afirmou, ontem, na RTP. O Jornal de Negócios teve dúvidas e fez as contas (parece que falou mais verdade que mentira).
Também não sei se as medidas que preconizava, para minimizar os efeitos da crise, seriam eficazes. Mas sabemos todos que as que este governo já aplicou, sendo mais dolorosas para o povo, os resultados parecem desastrosos.
Uma coisa parece clara: o PSD, que tanto culpa a "herança de Sócrates" pelos males que nos afectam, concordou com todos os PEC's, até que o quarto, por ser tão parecido com o que Passos Coelho queria fazer, foi o motivo para a sua reprovação.
O certo é que estamos pior agora que antes. A tal ponto que até já sentimos saudades dos tempos em que Sócrates era primeiro-ministro, e ainda tínhamos uns trocos para a cerveja aos fins de semana.
Seguro não deve ter gostado de ouvir Sócrates dizer o que já devia ter sido dito. E por ele. Se, com isso, o PSD conseguir mais um fôlego, é mau, mas se, entretanto, dentro do PS surgir alguém capaz de fazer oposição ao governo, o povo agradece.
Também não sei se as medidas que preconizava, para minimizar os efeitos da crise, seriam eficazes. Mas sabemos todos que as que este governo já aplicou, sendo mais dolorosas para o povo, os resultados parecem desastrosos.
Uma coisa parece clara: o PSD, que tanto culpa a "herança de Sócrates" pelos males que nos afectam, concordou com todos os PEC's, até que o quarto, por ser tão parecido com o que Passos Coelho queria fazer, foi o motivo para a sua reprovação.
O certo é que estamos pior agora que antes. A tal ponto que até já sentimos saudades dos tempos em que Sócrates era primeiro-ministro, e ainda tínhamos uns trocos para a cerveja aos fins de semana.
Seguro não deve ter gostado de ouvir Sócrates dizer o que já devia ter sido dito. E por ele. Se, com isso, o PSD conseguir mais um fôlego, é mau, mas se, entretanto, dentro do PS surgir alguém capaz de fazer oposição ao governo, o povo agradece.
terça-feira, 26 de março de 2013
Das duas, uma
Ou o governo quer mesmo ir embora, e por isso faz todas as asneiras que temos visto, ou está a fazer de nós parvos.
"Jorge Silva Carvalho, o ex-espião acusado de corrupção e acesso indevido, foi finalmente colocado na Presidência do Conselho de Ministros, como prevê a lei para todos os antigos elementos dos serviços secreto".
Aparentemente a lei dá cobertura para isso, mas...
"O ex-espião, que saiu dos serviços por vontade própria para integrar a Ongoing, foi acusado pelo Ministério Público de "corrupção e acesso indevido", cuja fase de instrução vai começar no dia 3 de Abril. O caso dizia respeito à passagem de informação entre os serviços secretos e uma empresa privada".
Se, mesmo assim, a lei permitir tal coisa, então a lei está errada.
(lido aqui)
"Jorge Silva Carvalho, o ex-espião acusado de corrupção e acesso indevido, foi finalmente colocado na Presidência do Conselho de Ministros, como prevê a lei para todos os antigos elementos dos serviços secreto".
Aparentemente a lei dá cobertura para isso, mas...
"O ex-espião, que saiu dos serviços por vontade própria para integrar a Ongoing, foi acusado pelo Ministério Público de "corrupção e acesso indevido", cuja fase de instrução vai começar no dia 3 de Abril. O caso dizia respeito à passagem de informação entre os serviços secretos e uma empresa privada".
Se, mesmo assim, a lei permitir tal coisa, então a lei está errada.
(lido aqui)
A inveja é a arma dos incompetentes, disse ele
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| Wolfgang Schauble |
Porque é que, quando algum ministro europeu diz uma asneira, aparece logo outro a "subir a parada"?
Depois do holandês, vem agora este alemão:
"Sempre foi assim. É como numa turma, quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos".
segunda-feira, 25 de março de 2013
E eles insistem
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| Jeroen Dijsselbloem |
Agora foi a vez do presidente do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que é o ministro Gaspar da Holanda, dizer e desdizer, para nos fazer pensar que eles não sabem o que fazem. Mas sabem muito bem o que fazem. E fazem-no propositadamente.
Eles querem destruir-nos. Querem acabar com a nossa pouca dignidade.
Acordo "não enterra excessivamente os contribuintes cipriotas"
A frase em título foi proferida hoje, por Christine Lagarde, segundo a versão online do Diário Económico.
Segundo ela, "o acordo alcançado para o Chipre fornece um "plano completo e credível" e "não enterra excessivamente os contribuintes cipriotas".
Mas enterra?
Segundo ela, "o acordo alcançado para o Chipre fornece um "plano completo e credível" e "não enterra excessivamente os contribuintes cipriotas".
Mas enterra?
domingo, 24 de março de 2013
Passos ou Seguro, tanto faz
A custo, pressionado pela opinião pública e pela iniciativa do PCP no parlamento, o Partido Socialista lá anunciou uma moção de censura ao governo. Sabe-se agora que será apresentada esta semana, pelo que será votada só depois da Páscoa.
Entretanto, e para acalmar os "mercados", Seguro teve a gentileza de escrever uma carta à "troika", dando garantias de que o PS "honraria" os compromissos assumidos pelo governo português. Ou seja: sosseguem, que, caso o parlamento seja dissolvido, o presidente convoque eleições e o PS as vença, nada mudará. Que é como quem diz: ajudem-me a ser primeiro-ministro sem precisar dos partidos à minha esquerda, que tudo ficará de acordo com a vossa conveniência.
Nada a que já não estejamos habituados.
Entretanto, e para acalmar os "mercados", Seguro teve a gentileza de escrever uma carta à "troika", dando garantias de que o PS "honraria" os compromissos assumidos pelo governo português. Ou seja: sosseguem, que, caso o parlamento seja dissolvido, o presidente convoque eleições e o PS as vença, nada mudará. Que é como quem diz: ajudem-me a ser primeiro-ministro sem precisar dos partidos à minha esquerda, que tudo ficará de acordo com a vossa conveniência.
Nada a que já não estejamos habituados.
sexta-feira, 22 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
Pelo sim, pelo não...
O PS anunciou o seu voto contra a interpelação ao governo, feita pelo PCP onde se propõe a demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas. Jorge Lacão ainda interrogou a reformada que exerce o cargo de presidente do parlamento, sobre se uma maioria simples aprovaria a interpelação, já que se trata de uma resolução que implicaria o reconhecimento da falta de legitimidade do governo, por parte dos deputados. A presidente confirmou que a maioria simples aprovará a proposta.
O PS vota contra. Não vá o diabo tecê-las.
Sócrates, o comentador
A notícia é avançada pelo DN.
"A emissão do comentário ainda não tem dia escolhido, mas acontecerá logo a seguir ao noticiário das 20.00".
Estou ansioso por saber o que vai comentar. Irá falar da crise?
Os rostos da crise
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Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo. |
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Dijsselbloem e Lagarde |
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Durão Barroso, presidente da UE
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Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal |
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José Sócrates, ex primeiro-ministro de PortugalAntónio José Seguro, "líder da oposição" |
Mão-de-obra barata?
Vi hoje, na RTP, uma reportagem sobre a pujança das nossas exportações.
Na reportagem, os empresários lamentaram os custos de produção. Queixaram-se do alto preço da energia.
Não se queixaram do custo da mão-de-obra.
Onde tem vivido Belmiro Azevedo?
Na reportagem, os empresários lamentaram os custos de produção. Queixaram-se do alto preço da energia.
Não se queixaram do custo da mão-de-obra.
Onde tem vivido Belmiro Azevedo?
terça-feira, 19 de março de 2013
Ministro das finanças cipriota, demitiu-se...
Ele quer ir-se embora!
Cá não é assim.
Rescisão de contracto
Exmo. Sr. Belmiro Azevedo
Em virtude do baixo salário da minha esposa e da minha condição de desempregado de longa duração (logo sem subsídio de desemprego), e para evitar incumprimento da minha parte, rescindo o contracto que ambos assinamos. Assim sendo, o serviço kanguru, requisitado há mais de dez anos, deixará de ser um encargo para a minha esposa. Aproveito para o informar que também o telemóvel com cartão pré-pago (optimus) deixará de ser recarregado.
Sem outro assunto, cordialmente me despeço.
PS: se o informarem da presença de um homem, na casa dos cinquenta, mal vestido, junto da entrada de uma das suas lojas a pedir esmola, pense que posso ser eu.
Em virtude do baixo salário da minha esposa e da minha condição de desempregado de longa duração (logo sem subsídio de desemprego), e para evitar incumprimento da minha parte, rescindo o contracto que ambos assinamos. Assim sendo, o serviço kanguru, requisitado há mais de dez anos, deixará de ser um encargo para a minha esposa. Aproveito para o informar que também o telemóvel com cartão pré-pago (optimus) deixará de ser recarregado.
Sem outro assunto, cordialmente me despeço.
PS: se o informarem da presença de um homem, na casa dos cinquenta, mal vestido, junto da entrada de uma das suas lojas a pedir esmola, pense que posso ser eu.
Dá-lhe, Belmiro!
Até que enfim!
Finalmente começam a assumir:
“Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém”.
Quem fala assim...
O senhor engenheiro tem razão. Eu compreendo-o. Se ele tem que pagar a mão-de-obra que o torna rico, se a pagar mais barata, tanto melhor. Entendo-o. Já não entendo que os que apenas tem a força do trabalho para venderem, o aceitem. Que Belmiro Azevedo queira pagar pouco, é normal. Cabe aos que vendem a sua força de trabalho, dizerem quanto querem receber em troca.
E, como se não bastasse:
“A economia só pode pagar salários que tenham uma certa ligação com a produtividade”.
Aí eu pergunto: a questão da produtividade não é da exclusiva responsabilidade dos gestores?
"...sem mão-de-obra barata não há emprego".
Alguém que explique a esse senhor que, ordenados como os que se ganham em Portugal são mão-de-obra barata. E digam-lhe que há um milhão de pessoas sem emprego.
Ele não saberá que muitas famílias ganham num mês, menos do que ele gasta num dia?
Finalmente começam a assumir:
“Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém”.
Quem fala assim...
O senhor engenheiro tem razão. Eu compreendo-o. Se ele tem que pagar a mão-de-obra que o torna rico, se a pagar mais barata, tanto melhor. Entendo-o. Já não entendo que os que apenas tem a força do trabalho para venderem, o aceitem. Que Belmiro Azevedo queira pagar pouco, é normal. Cabe aos que vendem a sua força de trabalho, dizerem quanto querem receber em troca.
E, como se não bastasse:
“A economia só pode pagar salários que tenham uma certa ligação com a produtividade”.
Aí eu pergunto: a questão da produtividade não é da exclusiva responsabilidade dos gestores?
"...sem mão-de-obra barata não há emprego".
Alguém que explique a esse senhor que, ordenados como os que se ganham em Portugal são mão-de-obra barata. E digam-lhe que há um milhão de pessoas sem emprego.
Ele não saberá que muitas famílias ganham num mês, menos do que ele gasta num dia?
O alvo de Gaspar
Quando, em 1976, me quiseram obrigar a "defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida", o que conseguiram foi, apenas, acirrar a minha "ira" contra o sistema, a tal ponto de, numa prova de tiro, no alvo que me fora destinado, não haver nenhuma perfuração de bala, enquanto o alvo do vizinho do lado, tinha o dobro das marcas de projéctil.
Na óptica de quem me avaliou, eu falhei totalmente os tiros. Na minha óptica acertei em cheio. Os meus superiores queriam que eu acertasse no alvo que me foi destinado, eu, deliberadamente, acertei no alvo do camarada do lado.
Victor Gaspar, dependendo do ponto de vista, tem acertado em cheio. É extremamente injusto acusa-lo de ter falhado em toda a linha. Nada do que tem sido feito é incompetência. Incompetência é achar que ele falhou.
Na óptica de quem me avaliou, eu falhei totalmente os tiros. Na minha óptica acertei em cheio. Os meus superiores queriam que eu acertasse no alvo que me foi destinado, eu, deliberadamente, acertei no alvo do camarada do lado.
Victor Gaspar, dependendo do ponto de vista, tem acertado em cheio. É extremamente injusto acusa-lo de ter falhado em toda a linha. Nada do que tem sido feito é incompetência. Incompetência é achar que ele falhou.
Freitas e o dilema de Passos
"O Governo está perante um dilema, ou muda de política ou o país muda de Governo".
Quem afirmou tais sábias palavras, foi Freitas do Amaral, citando Alberto João Jardim.
Parece-me que a maioria dos portugueses concordam com isso, mas o que o país precisa de saber, é que política alternativa preconiza Freitas do Amaral.
De facto, estou-me borrifando para quem desempenha o cargo de primeiro-ministro. As políticas a aplicar é que me preocupam. E, no actual quadro de política europeia, não se vislumbra nada de melhor que o que já cá temos. No entanto, pior não pode haver.
Por isso, que seja o país a mudar de governo.
Quem afirmou tais sábias palavras, foi Freitas do Amaral, citando Alberto João Jardim.
Parece-me que a maioria dos portugueses concordam com isso, mas o que o país precisa de saber, é que política alternativa preconiza Freitas do Amaral.
De facto, estou-me borrifando para quem desempenha o cargo de primeiro-ministro. As políticas a aplicar é que me preocupam. E, no actual quadro de política europeia, não se vislumbra nada de melhor que o que já cá temos. No entanto, pior não pode haver.
Por isso, que seja o país a mudar de governo.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Valeu a pena?
- O país foi forçado a pedir ajuda internacional, certo?
- Sim, certo. Foi o Sócrates quem o fez.
- Portugal estava em dificuldades. Devia muito dinheiro ao estrangeiro, verdade?
- Sim, é verdade.
- A Troika veio e já cá anda há uns meses, não é?
- É sim. Mas não estou a entender onde queres chegar. Podes explicar-te?
- Ando com uma dúvida: lembras-te de a UE "aconselhar" o governo a não deixar cair a banca nacional?
- Sim. Por isso o défice disparou nessa altura.
- Pois, essa é a minha dúvida. Nós devíamos muito dinheiro. Para que o nosso sistema financeiro não colapsasse, fomos pedir mais dinheiro e injectamos nos bancos para evitar a falência. Não foi?
- Foi. É que se os bancos falissem, a nossa economia sofreria com isso. Mas... qual é a tua dúvida?
- A minha dúvida é se valeu a pena.
- Sim, certo. Foi o Sócrates quem o fez.
- Portugal estava em dificuldades. Devia muito dinheiro ao estrangeiro, verdade?
- Sim, é verdade.
- A Troika veio e já cá anda há uns meses, não é?
- É sim. Mas não estou a entender onde queres chegar. Podes explicar-te?
- Ando com uma dúvida: lembras-te de a UE "aconselhar" o governo a não deixar cair a banca nacional?
- Sim. Por isso o défice disparou nessa altura.
- Pois, essa é a minha dúvida. Nós devíamos muito dinheiro. Para que o nosso sistema financeiro não colapsasse, fomos pedir mais dinheiro e injectamos nos bancos para evitar a falência. Não foi?
- Foi. É que se os bancos falissem, a nossa economia sofreria com isso. Mas... qual é a tua dúvida?
- A minha dúvida é se valeu a pena.
Eles não desistem
Agora é o Chipre.
Continuam a fazer experiências.
Afinal, para que raio fazem de nós cobaias?
Continuam a fazer experiências.
Afinal, para que raio fazem de nós cobaias?
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Gaivota
Alexandre O'Neill escreveu:
Gaivota
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
morreria no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Faustino G. Camacho fotografou:

Eu achei... interessante e partilho.
Gaivota
Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
morreria no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.
Faustino G. Camacho fotografou:

Eu achei... interessante e partilho.
Sra da Cabeça
Senhora da Cabeça (2ª feira de Páscoa)
Isto foi em 2006, na tradicional romaria à Senhora da Cabeça que se realiza em Cristelo Côvo, Valença. Veremos como vai ser este ano, depois do referendo ao aborto.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
O sim ganhou
- Pai, o primeiro referendo ao aborto não foi vinculativo por não ter tido uma participação acima de metade dos eleitores, verdade?
- Sim, por isso se fez este agora.
- Entendo. Então quando é que se vai voltar a referendar o aborto?
- Agora não é preciso, o sim ganhou.
- Sim, por isso se fez este agora.
- Entendo. Então quando é que se vai voltar a referendar o aborto?
- Agora não é preciso, o sim ganhou.
quinta-feira, 1 de junho de 2006
Violência? Não, obrigado.
A reportagem, sobre a violência escolar, que a RTP mostrou na passada terça-feira, não me chocou.
Se atentarmos no comportamento de muitos portugueses, tanto nas estradas ou campos de fútebol, como no recato dos seus lares (veja-se a violência doméstica), as imagens da RTP não surpreenderam. O que me surpreende é a maneira como lidamos com essas coisas: metemos a cabeça na areia.
Alguém já se imaginou, sendo professor e ter que aguentar tudo aquilo? E os nossos filhos? Estarão a aprender a serem violentos também?
A protecção dada pelo "sistema" aos menores pode ser a causadora de muito do que acontece por aí. Se o autor de uma agressão fosse severamente punido, independentemente da sua idade, talvez a violência reduzisse. É que os menores, vão ser adultos, e se os deixar-mos sossegadinhos, eles crescendo no meio da violência, acabarão por serem adultos violentos, e educarão os seus da mesma forma.
Actuem em quanto é tempo. Ou será que todos temos que conviver com marginais?
Que a lei do mais forte não impere. Faça-se justiça, e que seja cega, sem atenuantes de nenhuma natureza.
Se atentarmos no comportamento de muitos portugueses, tanto nas estradas ou campos de fútebol, como no recato dos seus lares (veja-se a violência doméstica), as imagens da RTP não surpreenderam. O que me surpreende é a maneira como lidamos com essas coisas: metemos a cabeça na areia.
Alguém já se imaginou, sendo professor e ter que aguentar tudo aquilo? E os nossos filhos? Estarão a aprender a serem violentos também?
A protecção dada pelo "sistema" aos menores pode ser a causadora de muito do que acontece por aí. Se o autor de uma agressão fosse severamente punido, independentemente da sua idade, talvez a violência reduzisse. É que os menores, vão ser adultos, e se os deixar-mos sossegadinhos, eles crescendo no meio da violência, acabarão por serem adultos violentos, e educarão os seus da mesma forma.
Actuem em quanto é tempo. Ou será que todos temos que conviver com marginais?
Que a lei do mais forte não impere. Faça-se justiça, e que seja cega, sem atenuantes de nenhuma natureza.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Liberdade de expressão
Para recolher o maior número de informação possível sobre o assunto, encontrei uma guerra de palavras que mostra bem o que certas pessoas entendem por liberdade de expressão.
Veja aqui alguns exemplos.
Veja aqui alguns exemplos.
Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé
Caricatura:(desenho, descrição, etc.) retrato de pessoas ou acontecimentos que assenta no exagero cómico de alguns dos seus traços distintivos.
Por causa da polémica publicação das caricaturas, andei saltitando de blogue em blogue, de link em link e a preocupação com a liberdade de expressão é geral. Meu deus! Será que me devo preocupar também?
Será que ninguém entende que, dada a gratuitidade dos desenhos, a sua publicação atingiu os seus objectivos, que serão os de lançar mais uma acha para a fogueira?
Caricaturar, pensava eu mas devo estar enganado, é acentuar através do desenho os aspectos negativos de alguém. Ora o tal profeta não era favorável ao terrorismo, daí que eu condene as caricaturas. E tem mais: caricaturar alguém sem motivo não me parece correcto. Ou será que o motivo existe e eu não o encontro? É caso para dizer que a montanha foi a Maomé.
Por acaso alguém se questionou sobre a errada opinião, a que somos levados a formar em torno da figura caricaturada?
Por causa da polémica publicação das caricaturas, andei saltitando de blogue em blogue, de link em link e a preocupação com a liberdade de expressão é geral. Meu deus! Será que me devo preocupar também?
Será que ninguém entende que, dada a gratuitidade dos desenhos, a sua publicação atingiu os seus objectivos, que serão os de lançar mais uma acha para a fogueira?
Caricaturar, pensava eu mas devo estar enganado, é acentuar através do desenho os aspectos negativos de alguém. Ora o tal profeta não era favorável ao terrorismo, daí que eu condene as caricaturas. E tem mais: caricaturar alguém sem motivo não me parece correcto. Ou será que o motivo existe e eu não o encontro? É caso para dizer que a montanha foi a Maomé.
Por acaso alguém se questionou sobre a errada opinião, a que somos levados a formar em torno da figura caricaturada?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
As caricaturas de Maomé e os seus objectivos
A “crise” gerada pela publicação das caricaturas de Maomé deve ter objectivos que ainda não li, ou ouvi descodificados. Mas deve ter fortes motivos. Senão para quê a sua publicação? E não foi para gerar a discussão (absurda) em torno da liberdade de expressão.
Em Portugal ninguém, ou quase ninguém, é a favor da restrição da liberdade de imprensa. Eu também sou defensor desse direito inalienável. No entanto sou contra a publicação das caricaturas que conotam Maomé com o terrorismo.
Em Portugal, não há muitos anos, uma caricatura do Papa, com um preservativo no nariz, foi motivo de uma grande movimentação (e contestação), com muitos dos nossos políticos a manifestarem o seu desacordo, relativamente à sua publicação. Nesse momento eu defendi o caricaturista. Só que há uma grande diferença entre essa caricatura e a que agora levantou toda esta celeuma: é que o Papa era, efectivamente, contra o uso do preservativo, e o Maomé não era a favor do terrorismo. Ou seja, o que aqui está errado, é a conotação abusiva e estúpida do sujeito com o objectivo.
Mas, de facto, deve haver outra explicação para a decisão de fazer publicar as malfadadas caricaturas nesta altura. Deve, deve! Só não sei qual é. Mas gostava de saber.
Em Portugal ninguém, ou quase ninguém, é a favor da restrição da liberdade de imprensa. Eu também sou defensor desse direito inalienável. No entanto sou contra a publicação das caricaturas que conotam Maomé com o terrorismo.
Em Portugal, não há muitos anos, uma caricatura do Papa, com um preservativo no nariz, foi motivo de uma grande movimentação (e contestação), com muitos dos nossos políticos a manifestarem o seu desacordo, relativamente à sua publicação. Nesse momento eu defendi o caricaturista. Só que há uma grande diferença entre essa caricatura e a que agora levantou toda esta celeuma: é que o Papa era, efectivamente, contra o uso do preservativo, e o Maomé não era a favor do terrorismo. Ou seja, o que aqui está errado, é a conotação abusiva e estúpida do sujeito com o objectivo.
Mas, de facto, deve haver outra explicação para a decisão de fazer publicar as malfadadas caricaturas nesta altura. Deve, deve! Só não sei qual é. Mas gostava de saber.
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
PT no século 21
A página inicial do sapo demora mais de dez minutos a abrir!
Esta afirmação é falsa e verdadeira ao mesmo tempo, consoante a ligação que se tem. A minha ligação ainda é do século passado.
Desconfiado, porque já demorou muito menos a abrir o sapo, pacientemente esperei que abrisse a página da PT, e pesquisei a cobertura do meu número telefónico: "Infelizmente na sua área de residência ainda não está disponível o serviço ADSL", qualquer coisa como isto foi a resposta que obtive. Enviei um mail à PT, dando conta do sucedido, e informei que já estava à espera da banda larga há muito tempo. Resposta em poucas horas: "O número de telefone que nos indicou deverá estar apto a receber o acesso ADSL."
Ufa!!! Finalmente!
Vou agora estudar a melhor oferta e gozar a velocidade da Internet.
Esta afirmação é falsa e verdadeira ao mesmo tempo, consoante a ligação que se tem. A minha ligação ainda é do século passado.
Desconfiado, porque já demorou muito menos a abrir o sapo, pacientemente esperei que abrisse a página da PT, e pesquisei a cobertura do meu número telefónico: "Infelizmente na sua área de residência ainda não está disponível o serviço ADSL", qualquer coisa como isto foi a resposta que obtive. Enviei um mail à PT, dando conta do sucedido, e informei que já estava à espera da banda larga há muito tempo. Resposta em poucas horas: "O número de telefone que nos indicou deverá estar apto a receber o acesso ADSL."
Ufa!!! Finalmente!
Vou agora estudar a melhor oferta e gozar a velocidade da Internet.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
Finalmente acabaram
Era manhã, bem cedinho. A iluminação pública ainda ardia, ofuscando os enfeites de natal, dificultando a minha tarefa de testar a luz matinal na velhinha D70.
Dentro do velho R19, ouvi no rádio a queixa de Manuel Alegre. Não percebi puto. Não era para ser percebido.
Afinal, na noite anterior, tinha havido um “debate” na televisão, e depois, esqueceram-se do poeta para o debate da nação. Porra! Isso não se faz.
Os portugueses, pelo menos alguns deles, vão escolher em consciência mais um homem que vai gozar o resto da sua vida em condições razoáveis, se compararmos com os mais ricos do mundo.
Acabaram os pseudo-debates na televisão. Não mais irá ser mostrado aos simplórios portugueses, um monólogo entre dois amigos. E pelo visto ontem, ambos quiseram os louros do que não fizeram. Um porque foi primeiro-ministro no tempo das vacas-magras, e o outro porque não quiz fazer.
Afinal qual é o papel do presidente da republica? Ou será que eles ontem ainda não sabiam que não vão voltar a governar o país?
Finalmente acabaram... ufa!
Vamos a ver se eu volto ao normal, é que já me apercebi que ando transtornado. Porque será?
Dentro do velho R19, ouvi no rádio a queixa de Manuel Alegre. Não percebi puto. Não era para ser percebido.
Afinal, na noite anterior, tinha havido um “debate” na televisão, e depois, esqueceram-se do poeta para o debate da nação. Porra! Isso não se faz.
Os portugueses, pelo menos alguns deles, vão escolher em consciência mais um homem que vai gozar o resto da sua vida em condições razoáveis, se compararmos com os mais ricos do mundo.
Acabaram os pseudo-debates na televisão. Não mais irá ser mostrado aos simplórios portugueses, um monólogo entre dois amigos. E pelo visto ontem, ambos quiseram os louros do que não fizeram. Um porque foi primeiro-ministro no tempo das vacas-magras, e o outro porque não quiz fazer.
Afinal qual é o papel do presidente da republica? Ou será que eles ontem ainda não sabiam que não vão voltar a governar o país?
Finalmente acabaram... ufa!
Vamos a ver se eu volto ao normal, é que já me apercebi que ando transtornado. Porque será?
quarta-feira, 30 de novembro de 2005
O regresso
Após algumas semanas de resistência, caí na tentação.
Ouço o mar ao escrever este post, vejo ao clarão provocado pela iluminação da cidade da Póvoa de Varzim, porém, porque não é lucrativo, estou privado do acesso à Internet, via banda larga. Mas hoje cedi à tentação, e quebrei.
Ouvi o ministro Manuel Pinho a dizer que as derrapagens não podem ser toleradas, referindo-se ao custo de uma linha do metro de Lisboa. Mas afinal, ela falava para quem?
O Vaticano publicou um decreto proibindo a ordenação de padres homosexuais. Curioso, eu julgava que os padres eram celibatários, mas enganei-me. Afinal só era proibido "eles" fazerem sexo com mulheres, com homens era permitido. Que coisa!
Mário Lino, sempre o conheci a defender a nacionalização dos sectores chave da economia. Agora que podia levar à prática essa sua ideia política, já pensa de maneira diferente. O que mudou para que tal tivesse acontecido? eu não me apercebi de nada.
Grandes governantes escolhemos. Será que não merecemos melhor?
Ouço o mar ao escrever este post, vejo ao clarão provocado pela iluminação da cidade da Póvoa de Varzim, porém, porque não é lucrativo, estou privado do acesso à Internet, via banda larga. Mas hoje cedi à tentação, e quebrei.
Ouvi o ministro Manuel Pinho a dizer que as derrapagens não podem ser toleradas, referindo-se ao custo de uma linha do metro de Lisboa. Mas afinal, ela falava para quem?
O Vaticano publicou um decreto proibindo a ordenação de padres homosexuais. Curioso, eu julgava que os padres eram celibatários, mas enganei-me. Afinal só era proibido "eles" fazerem sexo com mulheres, com homens era permitido. Que coisa!
Mário Lino, sempre o conheci a defender a nacionalização dos sectores chave da economia. Agora que podia levar à prática essa sua ideia política, já pensa de maneira diferente. O que mudou para que tal tivesse acontecido? eu não me apercebi de nada.
Grandes governantes escolhemos. Será que não merecemos melhor?
quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Bem feito, que é para não proibirem manifestações
A proibição dos militares participarem na manifestação de hoje, por parte do governo, teve como consequência outra manifestação: uma frente ao Parlamento e outra no Mercado da Ribeira.
Bem feito! Quem é o governo para restringir as liberdades dos portugueses?
Bem feito! Quem é o governo para restringir as liberdades dos portugueses?
A boa disposição de Sócrates
Temos um Primeiro-Ministro muito bem disposto! Gosto de o ouvir no parlamente, com o seu apurado sentido de humor.
Só que ali, no parlamento, não me parece ser o local certo para se brincar, sobretudo quando se trata de discutir assunto sério, como era hoje o caso.
Mesmo assim, gostei de o ouvir. Só tenho pena de eu também não ter motivos para andar assim tão bem disposto. É que eu sou português, mas não sou governante.
Só que ali, no parlamento, não me parece ser o local certo para se brincar, sobretudo quando se trata de discutir assunto sério, como era hoje o caso.
Mesmo assim, gostei de o ouvir. Só tenho pena de eu também não ter motivos para andar assim tão bem disposto. É que eu sou português, mas não sou governante.
Poemas sem nome 9
Digo o teu nome.
E ao fazê-lo tudo em mim se esfarela
E transforma em desalento...
Armando Vicente
E ao fazê-lo tudo em mim se esfarela
E transforma em desalento...
Armando Vicente
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Poemas sem nome 8
A chuva é uma serenata
Tão melodicamente cantada
Que chego a ter medo
Que tudo o que oiço seja mentira...
Armando Vicente
Tão melodicamente cantada
Que chego a ter medo
Que tudo o que oiço seja mentira...
Armando Vicente
A verdadeira democracia
Os alemães votaram, e parece que causaram um enorme "katrina" político.
O resultado parece configurar um empate técnico, com ligeira vantagem para a CDU, porém, sem maioria que lhe permita formar governo "estável", sendo que, como o SPD parece reunir maior concenso, será Gerhard Schroeder a formar governo, o que à perimeira vista parece perverter a democracia. Mas não! Não, desde que a coligação que o apioar tenha maior número de votos expressos nas urnas, o que está a causar um grande mal-estar entre nós, basta ouvir o que dizem os "especialistas", enviados especiais dos mais diversos orgãos de imprensa.
Enfim, eles lá sabem porque se apoquentam.
O resultado parece configurar um empate técnico, com ligeira vantagem para a CDU, porém, sem maioria que lhe permita formar governo "estável", sendo que, como o SPD parece reunir maior concenso, será Gerhard Schroeder a formar governo, o que à perimeira vista parece perverter a democracia. Mas não! Não, desde que a coligação que o apioar tenha maior número de votos expressos nas urnas, o que está a causar um grande mal-estar entre nós, basta ouvir o que dizem os "especialistas", enviados especiais dos mais diversos orgãos de imprensa.
Enfim, eles lá sabem porque se apoquentam.
sábado, 17 de setembro de 2005
Rabo de fora
Independentemente de saber quem tinha razão, foi bonito ver a postura de dois dos candidatos à presidência da Câmara de Lisboa.
É absolutamente normal uma pessoa , depois de se ter chateado, não cumprimentar o seu interlocutor. Eu também sou assim! Mas eu não sou o marido da Bárbara Guimarães, se o fosse teria que ser mais cuidadoso. É que podia estar a ser visto por muita gente, e eu tinha que dar uma imagem de bem-comportado, embora no meu íntimo, tivesse vontade de lhe partir as ventas.
Por acaso não se provou nada sobre a sanita, mas mesmo que se tivesse provado, o Carmona que lhe atire a primeira pedra.
É absolutamente normal uma pessoa , depois de se ter chateado, não cumprimentar o seu interlocutor. Eu também sou assim! Mas eu não sou o marido da Bárbara Guimarães, se o fosse teria que ser mais cuidadoso. É que podia estar a ser visto por muita gente, e eu tinha que dar uma imagem de bem-comportado, embora no meu íntimo, tivesse vontade de lhe partir as ventas.
Por acaso não se provou nada sobre a sanita, mas mesmo que se tivesse provado, o Carmona que lhe atire a primeira pedra.
Poemas sem nome 7
Por não saber como falar-te,
Chego a sentir-me
Um cemitério de sentimentos...
Armando Vicente
Chego a sentir-me
Um cemitério de sentimentos...
Armando Vicente
To be or not to be
Alguém me sabe dizer em que legislatura estamos? Ou depende dos interesses do PS?
quinta-feira, 15 de setembro de 2005
More jobs for the boys
As nomeações do governo não podem causar espanto. É normal que quem governa escolha os seus executores, o contrário é que seria perverso. Mas escolher pessoas dentro do partido para exercerem cargos, cuja imparcialidade é condição indispensavel, parece-me um pouco descabido. Um Tribunal, qualquer que ele seja, tem que ser imparcial, e Guilherme d'Oliveira Martins não pode ser imparcial, pois também não é independente.
Não é por nada, mas se eu precisar de uma maozinha no Tribunal de Contas, a quem me devo dirigir?
É que quando me fizerem a pergunta habitual, a minha resposta é a mesma: não sou militante!
Não é por nada, mas se eu precisar de uma maozinha no Tribunal de Contas, a quem me devo dirigir?
É que quando me fizerem a pergunta habitual, a minha resposta é a mesma: não sou militante!
Poemas sem nome 6
A cinzel,
Nas lousas do tempo, gravo
Letras ferrugentas
Deste cheiro a cravos
Que paira no ar.
Divindade morta
Por essa ferrugem,
A poesia renasce ao entardecer
(Porque a noite renova,
Por dentro,
O que apenas vemos por fora!...).
Armando Vicente
Nas lousas do tempo, gravo
Letras ferrugentas
Deste cheiro a cravos
Que paira no ar.
Divindade morta
Por essa ferrugem,
A poesia renasce ao entardecer
(Porque a noite renova,
Por dentro,
O que apenas vemos por fora!...).
Armando Vicente
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
As Torres de Troia
É verdade que só foram demolidas duas torres em Troia, por questões de solidariedade com os americanos?
Portal do Governo
Para quem quiser colocar questões ao governo, aqui fica a morada:
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos
http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos
Um recado ao Sr. Ministro
A iniciativa do governo Ligar Portugal, a ser conseguida, merece o meu total apoio. Portugal está muito atrasado, relativamente à maioria dos nossos parceiros da comunidade, e se o governo conseguir os objectivos definidos na iniciativa, ficaremos no pelotão da frente, em matéria de tecnologia de informação e comunicações.
Porém, para a iniciativa ter êxito, é necessário que portugal esteja dotado de infra-estruturas, o que actualmente não acontece. Eu gostava de poder ajudar o governo a conseguir o pleno êxito da iniciativa Ligar Portugal, mas não posso. Não posso porque estou desde o primeiro minuto à espera que a PT, detentora do monopólio da distribuição telefónica, se digne dotar a zona da minha residência, com tecnologia que me permita aceder à internet via banda larga. Não há muito tempo, porque foi muito pressionada, "trouxeram" a possibilidade de acesso à Internet em banda larga ao centro da freguesia, talvez por causa das escolas, mas dois quilómetros a norte, precisamente onde resido, ainda temos que nos sujeitar à lentidão e, acima de tudo, ao custo elevado do acesso a “56K”.
Por isso, e sem ser pessimista, não acredito na iniciativa Ligar Portugal. O recado para si, Sr. Ministro da Ciência e Tecnologia, é o seguinte: para ter sucesso na sua iniciativa, precisa de todos os que como eu prontamente aderiam à banda larga, mas para isso é necessário que tenhamos acesso a ela. Não pode dar um jeitinho nisso?
Porém, para a iniciativa ter êxito, é necessário que portugal esteja dotado de infra-estruturas, o que actualmente não acontece. Eu gostava de poder ajudar o governo a conseguir o pleno êxito da iniciativa Ligar Portugal, mas não posso. Não posso porque estou desde o primeiro minuto à espera que a PT, detentora do monopólio da distribuição telefónica, se digne dotar a zona da minha residência, com tecnologia que me permita aceder à internet via banda larga. Não há muito tempo, porque foi muito pressionada, "trouxeram" a possibilidade de acesso à Internet em banda larga ao centro da freguesia, talvez por causa das escolas, mas dois quilómetros a norte, precisamente onde resido, ainda temos que nos sujeitar à lentidão e, acima de tudo, ao custo elevado do acesso a “56K”.
Por isso, e sem ser pessimista, não acredito na iniciativa Ligar Portugal. O recado para si, Sr. Ministro da Ciência e Tecnologia, é o seguinte: para ter sucesso na sua iniciativa, precisa de todos os que como eu prontamente aderiam à banda larga, mas para isso é necessário que tenhamos acesso a ela. Não pode dar um jeitinho nisso?
Destruição de sinagogas na faixa de Gaza
Israel desocupou a Faixa de Gaza. As imagens de milhares de palestinianos a festejarem efusivamente a libertação, bem ao seu jeito - disparando para o ar - ficou aquém das expectativas. Depois da provocação israelita, ao demolir todos os edifícios que, eventualmente, pudessem ser reutilizados pelos palestinianos, deixando intactas as sinagogas, pode muito bem ser mais um motivo para aquecer o ambiente político na área. A ver vamos.
Parabéns Tiago


Tiago Monteiro voltou a suprpreender os mais "distraídos". Terminou em oitavo lugar, somamndo mais um ponto, numa corrida onde nada de anormal se passou. A sua posição no final da corrida deve-se, exclusivamente, à sua enorme categoria como piloto de formula 1. Parabéns Tiago! Be on edge.
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Pedofilia e infanticídio
"A vítima, encontrada morta segunda-feira em sua casa, era uma criança surda-muda, amblíope e tinha deficiências de locomoção. No dia seguinte, dois jornais relataram que a vítima vivia com a mãe, de 27 anos, e o companheiro, de 16 anos."
Este caso, amplamente relatado nos jornais, merece uma reflexão, sobretudo porque "... a vítima vivia com a mãe, de 27 anos, e o companheiro, de 16 anos...". Neste caso, "companheiro" significa viver maritalmente, não é? Então o caso é bem grave, à luz do nosso Código Penal, porque configura vários crimes: dois de pedofilia e um "infanticídio".
E os vizinhos do "casal" sabiam da relação entre a mãe da criança e o adolescente? E nada fizeram?
Não nos devemos imiscuir na vida privada de cada um, mas não foram os "meninos" de Belém que desencadearam o famoso caso "Casa Pia"?
Este caso, amplamente relatado nos jornais, merece uma reflexão, sobretudo porque "... a vítima vivia com a mãe, de 27 anos, e o companheiro, de 16 anos...". Neste caso, "companheiro" significa viver maritalmente, não é? Então o caso é bem grave, à luz do nosso Código Penal, porque configura vários crimes: dois de pedofilia e um "infanticídio".
E os vizinhos do "casal" sabiam da relação entre a mãe da criança e o adolescente? E nada fizeram?
Não nos devemos imiscuir na vida privada de cada um, mas não foram os "meninos" de Belém que desencadearam o famoso caso "Casa Pia"?
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
terça-feira, 6 de setembro de 2005
Prós e Contras
O programa Prós e Contras,exibido ontem na RTP, ficou aquém das expectativas que o spot promocional gerou em muitos portugueses. E eu que julgava que as presidenciais iam ser o tema de fundo. Tão ingénuo sou!
No painel haviam apoiantes de Soares e Cavaco, um apoiante de Sócrates e uma jornalista que teimava em falar do que está mal no nosso país. Os dois jornalistas que estavam na plateia, como convidados da Fátima Matos Lima, perdão, Campos Ferreira, foram os que mais claramente falaram de economia. E confirmaram os medos dos portugueses.
É comummente aceite que um dos males do país está nas despesas correntes do Estado, e isso é que amedronta os portugueses, os que estão “a mais” no aparelho do Estado, e os que não estando, vão sofrer directamente as consequências: é que, sendo inevitável o despedimento, nada garante que os que vão sair, vão ser os que entraram no período das “vacas gordas” (leia-se governos Cavaco e Guterres), que foi o período em que mais funcionários públicos foram admitidos.
E agora pergunto eu: se eu não comi desse banquete, porque raio tenho que pagar a factura?
A propósito de gastos excessivos, a jornalista que teimava em falar do que vai mal neste país, dava notícia de casos em que os dinheiros públicos eram claramente mal empregues, em Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, em que nos respectivos boletins informativos, se dava conta de apoios e subsídios a coisas absurdas. A mais absurda é a Câmara Municipal de Lisboa ter apoiado a Festa do Avante. Mas é assim o nosso país! A falta de credibilidade que os eleitores demonstram, na classe política, não terá a ver com isto?
E quanto às presidenciais, estamos falados. Soares e Cavaco são já apresentados como os potenciais vencedores, não nos restando espaço de escolha credível. Soares não quis que o seu amigo Manuel Alegre enfrentasse Cavaco. Porquê? Será que ele, Mário Soares, está vocacionado para ser um “adorno” na nossa democracia até morrer? A ser assim, morra Mário, morra! Pi.
No painel haviam apoiantes de Soares e Cavaco, um apoiante de Sócrates e uma jornalista que teimava em falar do que está mal no nosso país. Os dois jornalistas que estavam na plateia, como convidados da Fátima Matos Lima, perdão, Campos Ferreira, foram os que mais claramente falaram de economia. E confirmaram os medos dos portugueses.
É comummente aceite que um dos males do país está nas despesas correntes do Estado, e isso é que amedronta os portugueses, os que estão “a mais” no aparelho do Estado, e os que não estando, vão sofrer directamente as consequências: é que, sendo inevitável o despedimento, nada garante que os que vão sair, vão ser os que entraram no período das “vacas gordas” (leia-se governos Cavaco e Guterres), que foi o período em que mais funcionários públicos foram admitidos.
E agora pergunto eu: se eu não comi desse banquete, porque raio tenho que pagar a factura?
A propósito de gastos excessivos, a jornalista que teimava em falar do que vai mal neste país, dava notícia de casos em que os dinheiros públicos eram claramente mal empregues, em Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais, em que nos respectivos boletins informativos, se dava conta de apoios e subsídios a coisas absurdas. A mais absurda é a Câmara Municipal de Lisboa ter apoiado a Festa do Avante. Mas é assim o nosso país! A falta de credibilidade que os eleitores demonstram, na classe política, não terá a ver com isto?
E quanto às presidenciais, estamos falados. Soares e Cavaco são já apresentados como os potenciais vencedores, não nos restando espaço de escolha credível. Soares não quis que o seu amigo Manuel Alegre enfrentasse Cavaco. Porquê? Será que ele, Mário Soares, está vocacionado para ser um “adorno” na nossa democracia até morrer? A ser assim, morra Mário, morra! Pi.
USA today
A culminar as imagens “assombrosas” que recebemos do Louisiana, chegou-nos recentemente a notícia da morte de cinco pessoas, vítimas de um tiroteio entre polícias e militares (que absurdo!).
É assim a América dos nossos dias.
Para quem só via o estilo de vida “coca-cola” deve ter sido um choque. Bem feito, que é para não acreditarem em tudo o que lhes dizem.
Mas há mais. Há muita mais miséria por aquela imensa nação, só que, se não houver outra tragédia, e esperemos que não haja, nunca veremos essa América “profunda”, que nos é sonegada nas televisões. Mas ela existe! Existe e sofre, tal como sofrem os que são oprimidos pelos poderosos americanos.
É assim a América dos nossos dias.
Para quem só via o estilo de vida “coca-cola” deve ter sido um choque. Bem feito, que é para não acreditarem em tudo o que lhes dizem.
Mas há mais. Há muita mais miséria por aquela imensa nação, só que, se não houver outra tragédia, e esperemos que não haja, nunca veremos essa América “profunda”, que nos é sonegada nas televisões. Mas ela existe! Existe e sofre, tal como sofrem os que são oprimidos pelos poderosos americanos.
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Um castelo de cartas
É impressionante o que se passou no sul dos EUA. Grande tragédia humanitária provocou o furacão “Katrina” (vá lá saber-se porquê este nome)! E nós só conhecemos o que se passa em New Orleans. Como será no resto do Estado de Louisiana?
As causas destas catástrofes naturais são por mim desconhecidas, mas julgo ter a ver com as mudanças climáticas que, por acção do homem, estão a ter influência no nosso modo de vida.
Portugal, como lhe compete, no âmbito da solidariedade internacional, prestou-se a ajudar o povo americano, tal como tem feito em situações semelhantes, em países onde isso, quando acontece, toma dimensões gigantescas, devido à sua pobreza e subdesenvolvimento.
Mas aqui trata-se da maior super-potência do planeta. Trata-se do país que se envolve em toda a parte, onde os povos “precisam” ser libertados de ditadores, normalmente hostis ao regime e poder americano, despendendo avultadas verbas em armas e outro material bélico, mesmo sem que lhe seja solicitado. Não entendo porque é que “eles” nunca se preocuparam com Portugal, que viveu sob ditadura quase meio século. Mas enfim, como diria a SIC, trata-se de uma questão de critério político.
Esta tragédia, chamada Katrina, veio pôr a nu a realidade americana. Se acontecesse em New York, certamente que o mundo assistiria a um enorme aparato, socorrendo prontamente as vítimas sobreviventes e seria um espectáculo para o mundo, mas como foi no sul, no sítio onde vivem os negros mais pobres, e como isso não lhes dava “credibilidade” no mundo, erraram ao avaliar a situação, e só tarde-a-mal e a más horas é que tomaram consciência da gravidade da tragédia. No entanto é notória a falta de capacidade das autoridades para resolverem a situação. Afinal a super-potência que nós conhecíamos, só existe no papel. Ou talvez existisse mesmo, mas desmoronou-se como um castelo de areia. A super-potência, só o é em armas para fazer a guerra, em vontade e coragem para ajudar o seu próprio povo, é tão frágil como o terceiro-mundo, ou talvez pior, já que o seu orgulho atrasou o pedido de ajuda internacional. O Eldorado que se via nas televisões afinal é só para alguns.
As causas destas catástrofes naturais são por mim desconhecidas, mas julgo ter a ver com as mudanças climáticas que, por acção do homem, estão a ter influência no nosso modo de vida.
Portugal, como lhe compete, no âmbito da solidariedade internacional, prestou-se a ajudar o povo americano, tal como tem feito em situações semelhantes, em países onde isso, quando acontece, toma dimensões gigantescas, devido à sua pobreza e subdesenvolvimento.
Mas aqui trata-se da maior super-potência do planeta. Trata-se do país que se envolve em toda a parte, onde os povos “precisam” ser libertados de ditadores, normalmente hostis ao regime e poder americano, despendendo avultadas verbas em armas e outro material bélico, mesmo sem que lhe seja solicitado. Não entendo porque é que “eles” nunca se preocuparam com Portugal, que viveu sob ditadura quase meio século. Mas enfim, como diria a SIC, trata-se de uma questão de critério político.
Esta tragédia, chamada Katrina, veio pôr a nu a realidade americana. Se acontecesse em New York, certamente que o mundo assistiria a um enorme aparato, socorrendo prontamente as vítimas sobreviventes e seria um espectáculo para o mundo, mas como foi no sul, no sítio onde vivem os negros mais pobres, e como isso não lhes dava “credibilidade” no mundo, erraram ao avaliar a situação, e só tarde-a-mal e a más horas é que tomaram consciência da gravidade da tragédia. No entanto é notória a falta de capacidade das autoridades para resolverem a situação. Afinal a super-potência que nós conhecíamos, só existe no papel. Ou talvez existisse mesmo, mas desmoronou-se como um castelo de areia. A super-potência, só o é em armas para fazer a guerra, em vontade e coragem para ajudar o seu próprio povo, é tão frágil como o terceiro-mundo, ou talvez pior, já que o seu orgulho atrasou o pedido de ajuda internacional. O Eldorado que se via nas televisões afinal é só para alguns.
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
À procura de ajuda

Foto publicada no Público.pt
A crise humanitária provocada pelo "Katrina" nos EUA é mais grave que o que se pensou inicialmente. Os americanos falharam na "resposta inicial" e o presidente Bush já admitiu isso mesmo.
Portugal prepara-se para ajudar, se a isso for chamado, tal é a dimensão da tragédia. mas o que me preocupa mais, para além do drama das pessoas atingidas, é o facto de se ver sempre as tropas americanas em cenários de guerra, liderando a "coligação" de forças para derrotar os "terroristas", mas em situações de paz, de catástrofe natural, os americanos precisam de quem os lidere, para fazer face à tragédia. É caso para dizer: preparam-se para a guerra e não para a paz.
E assim vai o mundo!
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Original ou cópia?
Na corrida presidencial já se apresentaram dois candidatos, sendo que um não conta. Nenhum orgão de comunicação social lhe dará muita importância. No horizonte temporal, não muito distante, parece ser inevitável o aparecimento na “contenda” da ilustre figura do professor Cavaco.
Ora ,se nos apresentarem como potenciais vencedores apenas Soares e Cavaco, e se não for apenas para distrair o povo, por mim podem atirar uma moeda ao ar e, desse jeito, escolher o próximo presidente, poupando ao país uma pipa de massa, contribuindo dessa forma para a contenção do défice. Qualquer um deles é bom, e ambos são maus, dependendo a apreciação da situação económica de cada eleitor. Venha o diabo e escolha. Eu não votarei em nenhum deles.
PS:
se atirarem a moeda ao ar, proponho que a face da cara seja o Soares. Não é por nada, mas acho que fica bem.
Ora ,se nos apresentarem como potenciais vencedores apenas Soares e Cavaco, e se não for apenas para distrair o povo, por mim podem atirar uma moeda ao ar e, desse jeito, escolher o próximo presidente, poupando ao país uma pipa de massa, contribuindo dessa forma para a contenção do défice. Qualquer um deles é bom, e ambos são maus, dependendo a apreciação da situação económica de cada eleitor. Venha o diabo e escolha. Eu não votarei em nenhum deles.
PS:
se atirarem a moeda ao ar, proponho que a face da cara seja o Soares. Não é por nada, mas acho que fica bem.
É um maná
Ainda me recordo de, nos meus tempos de menino, ouvir o meu pai dizer, ao referir-se a uma coisa que dava muito rendimento, muito lucro com pouco esforço, “ aquele negócio é um maná”. Nos tempos que correm, esse termo “maná” está em desuso.
Hoje, ouvi uma notícia na RTP que dava conta da possibilidade do “bispo” Jorge Tadeu, líder de uma seita religiosa brasileira, se tornar num dos proprietários da TVI.
Não há dúvida de que o nome da seita foi bem escolhido: Igreja Maná!
Nota:
maná, substantivo masculino;
-RELIGIÃO (Bíblia) alimento caído do céu, que alimentou o povo de Deus (Israelitas) no deserto;
-figurado alimento delicioso; coisa muito boa;
Hoje, ouvi uma notícia na RTP que dava conta da possibilidade do “bispo” Jorge Tadeu, líder de uma seita religiosa brasileira, se tornar num dos proprietários da TVI.
Não há dúvida de que o nome da seita foi bem escolhido: Igreja Maná!
Nota:
maná, substantivo masculino;
-RELIGIÃO (Bíblia) alimento caído do céu, que alimentou o povo de Deus (Israelitas) no deserto;
-figurado alimento delicioso; coisa muito boa;
Fim de férias
Com o período de férias a aproximar-se do fim, a actividade nos blogues tende a voltar ao normal. Não é que eu tivesse tido um período de descanso, mas o certo é que também eu de “desleixei” com a actualização do nado-vivo.
Ao dar uma vista de olhos pelos blogues, fiquei triste, muito triste, por encontrar alguns, ditos de esquerda” e que pouco mais fazem do que se envolverem em insultos a quem os questiona. Foi o caso do Vale a Pena Lutar (ou será "combate"?), mas há mais, infelizmente há mais.
Sejam crescidinhos e educados. Respeitem as opiniões de todos. Contradigam-nas com elevação.
Ontem, Mário Soares anunciou o que já sabíamos, confirmando a sua tese “só os burros é que não mudam”. Mas como posso confiar nele se, desde que ele apareceu por cá, vindo do “exílio” num hotel de Paris, anda sempre a mudar de opinião? Quem me garante que agora ele está certo? E depois, a sua “desculpa” para dar o dito por não dito, ao afirmar que não havia nenhuma candidatura à esquerda, capaz de enfrentar Cavaco Silva, fez-me soltar uma gargalhada. Será que ele pensa que é de esquerda? Pobre troca-tintas.
A TSF dava conta da saudação de Carvalho da Silva, líder da CGTP, a Soares. Sem comentários.
António Costa fartou-se de elogiar o anterior governo. Compreendo. Estava tão empolgado com as medidas que vai tomar, agora que os fogos amainaram, que se deve ter desleixado e... escapou-se-lhe aquele desabafo. Afinal tão diferentes e tão iguais.
Bom, pelo que se passou neste período normalmente calmo, do ponto de vista político, desconfio que a bonança estará para breve. Vou-me preparando, para não me deixar surpreender, é que desta vez eu quero marcar um bom lugar no festim.
Ao dar uma vista de olhos pelos blogues, fiquei triste, muito triste, por encontrar alguns, ditos de esquerda” e que pouco mais fazem do que se envolverem em insultos a quem os questiona. Foi o caso do Vale a Pena Lutar (ou será "combate"?), mas há mais, infelizmente há mais.
Sejam crescidinhos e educados. Respeitem as opiniões de todos. Contradigam-nas com elevação.
Ontem, Mário Soares anunciou o que já sabíamos, confirmando a sua tese “só os burros é que não mudam”. Mas como posso confiar nele se, desde que ele apareceu por cá, vindo do “exílio” num hotel de Paris, anda sempre a mudar de opinião? Quem me garante que agora ele está certo? E depois, a sua “desculpa” para dar o dito por não dito, ao afirmar que não havia nenhuma candidatura à esquerda, capaz de enfrentar Cavaco Silva, fez-me soltar uma gargalhada. Será que ele pensa que é de esquerda? Pobre troca-tintas.
A TSF dava conta da saudação de Carvalho da Silva, líder da CGTP, a Soares. Sem comentários.
António Costa fartou-se de elogiar o anterior governo. Compreendo. Estava tão empolgado com as medidas que vai tomar, agora que os fogos amainaram, que se deve ter desleixado e... escapou-se-lhe aquele desabafo. Afinal tão diferentes e tão iguais.
Bom, pelo que se passou neste período normalmente calmo, do ponto de vista político, desconfio que a bonança estará para breve. Vou-me preparando, para não me deixar surpreender, é que desta vez eu quero marcar um bom lugar no festim.
sábado, 20 de agosto de 2005
E se...
E se... Pacheco Pereira, depois de comprar o jornal e se dirigir para o metro londrino, for "confundido" com um terrorista, preso por um polícia, não oferecer resistência, e levar com sete balas nos cornos, a Eunice Goes, correspondente do Expresso, teria razão para escrever o que escreveu, e que tanto irritou JPP?
É óbvio que a polícia quis mostrar serviço. E mostrou, mas errou. E o brasileiro que foi abatido a tiro, a sangue-frio, serviu para acalmar os ânimos. Agora já poucos reclamam justiça. E, afinal de contas, a vida do brasileirito pouco valia.
E se... fosse JPP o abatido, Eunice Goes era uma heroica defensora da liberdade.
Continua a haver falta de bom senso neste meu pobre país.
É óbvio que a polícia quis mostrar serviço. E mostrou, mas errou. E o brasileiro que foi abatido a tiro, a sangue-frio, serviu para acalmar os ânimos. Agora já poucos reclamam justiça. E, afinal de contas, a vida do brasileirito pouco valia.
E se... fosse JPP o abatido, Eunice Goes era uma heroica defensora da liberdade.
Continua a haver falta de bom senso neste meu pobre país.
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Portugal a ferro e fogo
E de repente passou uma semana! Inteirinha!
Portugal continua a ferro e fogo, em brasa, e não falo só de incêndios, falo dos tão badalados e pouco utilizados "Planos Municipais de Emergência". Municipais e Distritais.
Que coisa tão Divina que nem se pode utilizar quando é preciso!
Finalmente, depois de 25 mil hectares de mata ardida, depois de Portugal ter ficado mais pobre, as "autoridades competentes" decidiram activar o Plano Distrital de Emergência. Para quê, se já estava tudo queimado?
Cá para mim, o tal PME deve ser muito caro, e não valia apena o prejuizo, ou então, é tão ineficaz que nem valia a pena perder tempo a activa-lo.
Enfim, no meu país os interesses económicos mandam mais que o bom senso, se é que ainda há "autoridades competentes" que o tenham.
O 7º RELATÓRIO QUINZENAL PROVISÓRIO - 17 AGOSTO 2005, da Direcção- Geral dos Recursos Florestais, dá vontade de rir, informação útil dá pouca. Será também falta de bom senso?
José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação da SIC Online tem razão quando escreve que "o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda" num artigo intitulado "A indústria dos incêndios".
E ninguém faz nada!
E assim vai Portugal, um jardim ( quase queimado)à beira-mar plantado
Portugal continua a ferro e fogo, em brasa, e não falo só de incêndios, falo dos tão badalados e pouco utilizados "Planos Municipais de Emergência". Municipais e Distritais.
Que coisa tão Divina que nem se pode utilizar quando é preciso!
Finalmente, depois de 25 mil hectares de mata ardida, depois de Portugal ter ficado mais pobre, as "autoridades competentes" decidiram activar o Plano Distrital de Emergência. Para quê, se já estava tudo queimado?
Cá para mim, o tal PME deve ser muito caro, e não valia apena o prejuizo, ou então, é tão ineficaz que nem valia a pena perder tempo a activa-lo.
Enfim, no meu país os interesses económicos mandam mais que o bom senso, se é que ainda há "autoridades competentes" que o tenham.
O 7º RELATÓRIO QUINZENAL PROVISÓRIO - 17 AGOSTO 2005, da Direcção- Geral dos Recursos Florestais, dá vontade de rir, informação útil dá pouca. Será também falta de bom senso?
José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação da SIC Online tem razão quando escreve que "o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda" num artigo intitulado "A indústria dos incêndios".
E ninguém faz nada!
E assim vai Portugal, um jardim ( quase queimado)à beira-mar plantado
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
Portugal versus Brasil
José Magalhães, Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, num artigo publicado num suplemento do JN, dedicado às novas tecnologias, mostra-se preocupado com a situação no Brasil, no que diz respeito ao acesso às novas tecnologias. E chega a comparar a actual situação brasileira com o que se passou em Portugal, com o gigante das telecomunicações português a ditar as leis. Pois bem, agora que o Dr. José Magalhães é membro do governo, que tal se fizesse "uma forcinha" para alterar o actual estado das coisas? É que, por causa de não sei lá o quê, eu que ouço o mar sem sair de casa, no concelho da Póvoa de Varzim, ainda estou privado do acesso à banda larga. Gostava que o Sr. Secretário de Estado se preocupasse mais com o Portugal.
Avisar os brasileiros não vai adiantar nada, se quem tem poder de decisão não quiser inverter a actual situação, repondo a normalidade, e obrigando a PT, como prestadora de serviço público, a cobrir a totalidade do país com infra-estruturas capazes de assegurar o acesso à banda larga (e a tudo o que ela implica) a todos os portugueses.
Avisar os brasileiros não vai adiantar nada, se quem tem poder de decisão não quiser inverter a actual situação, repondo a normalidade, e obrigando a PT, como prestadora de serviço público, a cobrir a totalidade do país com infra-estruturas capazes de assegurar o acesso à banda larga (e a tudo o que ela implica) a todos os portugueses.
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
O fim do mundo
A profecia que fala do fim do mundo começa a fazer sentido. Nunca acreditei que "Deus" fosse capaz de por fim à sua criação, e agora começo a perceber que tinha razão. As condições que levaram ao aparecimento de vida na Terra começam a escassear, e a pouco e pouco, começamos a desaparecer. É o fim do mundo, mas não é "Deus" o culpado, é o homem!
Já começa a ser consensual a tese, segundo a qual, o clima está a mudar, e com a mudança, as condições de vida na terra também mudam. Os que se conseguirem adaptar à nova situação atmosférica sobreviverão, os outros perecerão. E assim vamos deixar de existir.
Não deixa de ser medonho um homem vivo falar do fim da vida, mas é o que vai acontecer, não tarda nada. A cada ano que passa, a qualidade de vida no planeta degrada-se consideravelmente, e eu assisto, impotente, ao descalabro ecológico, para onde a ganância de uns "energúmenos capitalistas" vai arrastar a vida na Terra. E isto não é uma profecia, é mesmo a realidade.
Resta-me esperar, e morrer descansado, mas com uma revolta tremenda na alma.
Já começa a ser consensual a tese, segundo a qual, o clima está a mudar, e com a mudança, as condições de vida na terra também mudam. Os que se conseguirem adaptar à nova situação atmosférica sobreviverão, os outros perecerão. E assim vamos deixar de existir.
Não deixa de ser medonho um homem vivo falar do fim da vida, mas é o que vai acontecer, não tarda nada. A cada ano que passa, a qualidade de vida no planeta degrada-se consideravelmente, e eu assisto, impotente, ao descalabro ecológico, para onde a ganância de uns "energúmenos capitalistas" vai arrastar a vida na Terra. E isto não é uma profecia, é mesmo a realidade.
Resta-me esperar, e morrer descansado, mas com uma revolta tremenda na alma.
domingo, 7 de agosto de 2005
Poemas sem nome 5
Olhei as minhas mãos,
Estavam calejadas e sujas!
Sujas de terra...
(Que quimérico desalento
É procurar casa Poesia-tubérculo
Enterrada à espera de Primavera
Que não vem
Porque, no céu,
Só há nuvens de terra
Que não se sabem chover...).
Armando Vicente
Estavam calejadas e sujas!
Sujas de terra...
(Que quimérico desalento
É procurar casa Poesia-tubérculo
Enterrada à espera de Primavera
Que não vem
Porque, no céu,
Só há nuvens de terra
Que não se sabem chover...).
Armando Vicente
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
SFF
Micro-causas:
Pode o governo SFF colocar em linha os estudos sobre o aeroporto da Ota para que na sociedade portuguesa se valorize mais a "busca de soluções" em detrimento da "especulação"?
Aqui há gato! Ao fim de tantos anos e euros gastos ainda não concluíram nada?
Por mim, que venha o aeroporto, mas depois de as necessidades básicas dos portugueses estarem satisfeitas.
Pode o governo SFF colocar em linha os estudos sobre o aeroporto da Ota para que na sociedade portuguesa se valorize mais a "busca de soluções" em detrimento da "especulação"?
Aqui há gato! Ao fim de tantos anos e euros gastos ainda não concluíram nada?
Por mim, que venha o aeroporto, mas depois de as necessidades básicas dos portugueses estarem satisfeitas.
Ota e TGV: sim, mas...
Eu concordo com esses megalómanos projectos, só não entendo uma coisa: para que servem?
Aliás, nem o seu custo eu conheço. Será que alguém conhece?
Portugal precisa de se modernizar, deve fazer todos os esforços para se poder equiparar aos demais parceiros da União, e a criação de infra-estruturas que nos ajudem a não nos afastar mais da média europeia, devem ser apoiadas. Que bom ter-mos um comboio de alta velocidade... e um aeroporto moderno, fora de Lisboa, sem atrapalhar o crescimento da cidade. Eu aprovo a ideia!
Mas, convém não esquecer que, vivendo eu a poucos quilómetros da cidade da Póvoa de Varzim, ainda não sei o que é a tão badalada Banda Larga. E Portugal ainda tem carências mais prementes, como por exemplo, meios próprios para o combate aos incêndios, legislação que permita o racionamento de água em épocas de seca, impedir que pontes caiam por falta de manutenção, vedar as falésias, em risco de derrocada, junto da costa, para evitar que morra mais gente, etc. etc. etc.
Por isso, Ota e TGV sim, mas depois de coisas mais importantes para Portugal e para os portugueses.
Aliás, nem o seu custo eu conheço. Será que alguém conhece?
Portugal precisa de se modernizar, deve fazer todos os esforços para se poder equiparar aos demais parceiros da União, e a criação de infra-estruturas que nos ajudem a não nos afastar mais da média europeia, devem ser apoiadas. Que bom ter-mos um comboio de alta velocidade... e um aeroporto moderno, fora de Lisboa, sem atrapalhar o crescimento da cidade. Eu aprovo a ideia!
Mas, convém não esquecer que, vivendo eu a poucos quilómetros da cidade da Póvoa de Varzim, ainda não sei o que é a tão badalada Banda Larga. E Portugal ainda tem carências mais prementes, como por exemplo, meios próprios para o combate aos incêndios, legislação que permita o racionamento de água em épocas de seca, impedir que pontes caiam por falta de manutenção, vedar as falésias, em risco de derrocada, junto da costa, para evitar que morra mais gente, etc. etc. etc.
Por isso, Ota e TGV sim, mas depois de coisas mais importantes para Portugal e para os portugueses.
A FAP e os incêndios
Há dias foi notícia o facto de um helicóptero espanhol ter sido interceptado por dois caças da FAP. O “intruso” invadiu o espaço aéreo português, ao que parece, sem autorização prévia de quem de direito. Funcionou bem o nosso sistema de vigilância. Ainda bem que assim foi, apesar de o “intruso” ter sido “contratado” para ajudar no combate aos incêndios em Portugal.
O Presidente da Câmara de Pombal, disse aos microfones da RTP que, munícipes seus tinham visto “aviões” particulares a lançarem algo para o solo, e que logo após, deflagraram vários focos de incêndio. Aqui o nosso sistema de vigilância falhou. Porque terá sido?
O ministro António Costa divulgou o número de meios que estão em acção no combate às chamas: Podia ter revelado dez vezes mais. O que se constata é que mesmo assim são insuficientes. Espero para ver se essa insuficiência vai ter repercussões na sua carreira.
O Presidente da Câmara de Pombal, disse aos microfones da RTP que, munícipes seus tinham visto “aviões” particulares a lançarem algo para o solo, e que logo após, deflagraram vários focos de incêndio. Aqui o nosso sistema de vigilância falhou. Porque terá sido?
O ministro António Costa divulgou o número de meios que estão em acção no combate às chamas: Podia ter revelado dez vezes mais. O que se constata é que mesmo assim são insuficientes. Espero para ver se essa insuficiência vai ter repercussões na sua carreira.
Pobre país o meu
A derrocada de uma falésia em Peniche matou um casal de espanhóis. O Presidente da Câmara local, com a maior naturalidade, deu notícia de mais dois acidentes mortais, ocorridos anteriormente. Por acaso o sr. Presidente da Câmara de Peniche sabe que o é? Olhe que a responsabilidade é sua. Se a área estivesse vedada e vigiada, ninguém teria morrido, tanto mais que é do conhecimento público, tal como afirmou o autarca, que as terras naquele local são instáveis. Que pobre é o meu país.
Ausência do Primeiro-ministro

(foto: DN Online)
O país arde! Portugal, como já vem sendo habitual nos meses de Verão, é pasto de chamas. Cenas dramáticas são reportadas nos noticiários das rádios e televisões. Até nos blogues se pode ler relatos do drama das pessoas afectadas. É o país que somos!
Pacheco Pereira reclama, no seu blogue, o fim das férias do senhor Primeiro-ministro. Para quê? Será que alguém deu pela sua falta? Eu nem sabia que "ele" estava de férias.
terça-feira, 2 de agosto de 2005
Poemas sem nome 4
Portugal,
Rocha dura, bruta!
Labuta
De homens crestados
Pelo sol. Carreiros
De cabras; picos altaneiros,
Trigo ao Sul, centeio...
Portugal,
Broa granítica, manjar
Eterno de gigante...
Armando Vicente
Rocha dura, bruta!
Labuta
De homens crestados
Pelo sol. Carreiros
De cabras; picos altaneiros,
Trigo ao Sul, centeio...
Portugal,
Broa granítica, manjar
Eterno de gigante...
Armando Vicente
Grande Sócrates!
De repente, parece que tudo corre bem neste país! Agora só se fala em Soares e Cavaco. Até parece novidade eles terem vontade em se cadidatarem a Belém.
Sócrates pode não governar bem Portugal, mas que é um "expert" em desviar as atenções dos portugueses, disso não tenho dúvidas. Grande Sócrates!
Sócrates pode não governar bem Portugal, mas que é um "expert" em desviar as atenções dos portugueses, disso não tenho dúvidas. Grande Sócrates!
Duelo de... são sempre os mesmos?
E pronto, Mário Soares apenas foi a Belám para ouvir Jorge Sampaio, segundo o próprio afirmou. E Cavaco Silva? Também foi só ouvir o Presidente?
Pois é, um deles vai ser o futuro presidente, e estas audiências, com o actual caseiro do Palácio de Belém, devem ter servido para os candidatos conhecerem de perto as finanças da Presidência da República, para depois não culparem o seu antecessor, como todos os primeiros ministros de Portugal tem feito nos últimos tempos. Terá sido isso?
Pois é, um deles vai ser o futuro presidente, e estas audiências, com o actual caseiro do Palácio de Belém, devem ter servido para os candidatos conhecerem de perto as finanças da Presidência da República, para depois não culparem o seu antecessor, como todos os primeiros ministros de Portugal tem feito nos últimos tempos. Terá sido isso?
Sinais exteriores de pobreza
O Benfica é como a maioria dos portugueses, teima em viver acima das suas possibilidades.
Vender activos para pagar dívidas é uma boa gestão, melhor seria não ter contraído as dívidas, ou será que ainda são as dívidas de Vale e Azevedo?
Vender activos para pagar dívidas é uma boa gestão, melhor seria não ter contraído as dívidas, ou será que ainda são as dívidas de Vale e Azevedo?
Benfica à venda?
Depois das hipotecas de alguns jogadores, agora é a vez do "nome" do estádio ser vendido. Ainda resta alguma coisa a este Benfica?
Parece que o "acidente" ao elegerem Vale e Azevedo não foi mero acidente, deve ter sido escolhido o melhor entre os melhores, pelo menos é o que eu faço na minha associação. E agora? porque escolheram este?
Mesmo assim acredito que os homens passam e o clube fica! Pode é ficar mais pobre, mas ficará com certeza.
Parece que o "acidente" ao elegerem Vale e Azevedo não foi mero acidente, deve ter sido escolhido o melhor entre os melhores, pelo menos é o que eu faço na minha associação. E agora? porque escolheram este?
Mesmo assim acredito que os homens passam e o clube fica! Pode é ficar mais pobre, mas ficará com certeza.
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