quinta-feira, 4 de abril de 2013

Relvas a bater punho na despedida

Ao ouvir Miguel Relvas, no seu discurso de despedida, a puxar pelos galões, fazendo o balanço da sua actividade, e lembrando que foram dois anos no governo, mais três dentro do PSD a lutar por um cargo relevante, não me restam dúvidas: ele vai pedir equivalência e a devolução, não da licenciatura, mas do doutoramento.
Força Relvas, bate punho!

Substituto de Relvas



















Eu sugiro Mário Crespo

Os motivos da demissão de Relvas

Parece que o outro Miguel foi o causador. Relvas não terá gostado de ouvir o rapaz simples dizer que até a vender pipocas se arranja dinheiro para pagar a propina da universidade. Até porque não foi por falta de dinheiro que Relvas não frequentou a universidade.
Pronto, agora teremos outro Miguel a "bater punho".

Relvas demitiu-se!












Esperemos que seja o primeiro de todos, e que não tenha sido tarde demais.

Fraca "anesa" a que nos proporciona este governo

“Hoje uma mulher que pretenda ser mãe, mais do que a disponibilidade financeira, reclama por disponibilidade para uma maior dedicação. Se tempo tivesse para os acompanhar teria mais filhos”, disse Pedro Mota Soares, numa audição da Comissão de Segurança Social e Trabalho.
Sr. ministro, olhe que não deve ser por isso que os casais tem menos filhos. Eu vou tentar ajuda-lo a entender o fenómeno da baixa natalidade em Portugal.
Na casa onde nasci, durante vários anos, um casal de andorinhas usou o mesmo ninho para se reproduzir. Anos há em que as aves que me ensinaram ser "pecado matar, pois são aves do Senhor", criam duas vezes. O meu espanto levou-me a perguntar aos adultos porque não se reproduziam sempre duas vezes. Resposta: "quando a anesa é boa, até os animais aproveitam".
É isso sr. ministro. Não é por falta de tempo que nos reproduzimos pouco, é porque a "anesa" é fraca. Crie-nos condições económicas favoráveis e verá o resultado.

Socialistas indignados com declarações de Luís Amado

"Ana Paula Vitorino e Sérgio Sousa Pinto não gostaram de ouvir Luís Amado ontem na TSF. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros condenou a moção de censura apresentada pelo PS".
Não percebo. Todo o PSD condenou a moção de censura. Porque é que só se referem a Luís Amado?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O governo e a moção de censura

Uma das razões, invocadas pela maioria que suporta o governo, para recusar a moção de censura, apresentada pelo PS, é a de que, caso a moção fosse aprovada, o governo cairia e seriam marcadas novas eleições. Ora, como dentro de pouco tempo, Portugal vai ter que "negociar" os pagamentos da dívida, não seria bom para as negociações, Portugal apresentar-se com um governo de gestão. À primeira vista até parece correcto, mas...
Por acaso o PSD não colocou o país a negociar a intervenção externa, da qual somos víctimas no momento, por um governo na mesma situação?

Primeiro tiro no próprio pé

Curiosamente, dei comigo a concordar com o "maçon" que lidera a bancada do PSD: o país não merece este Partido Socialista.
Como esperado, Seguro não tem capacidade argumentativa, capaz de convencer os portugueses.

Rapaz simples, de Braga

A primeira vez que ouvi aquele moço, que se acha simples, senti vergonha. Afinal, só está sem emprego quem não quer esforçar-se um bocadinho. É tão fácil arranjar um emprego,
Portugal, país pequeno e pobre. País de preguiçosos.
Ó Miguel, porque não tens um bocadinho de vergonha nessa cara?

Feelings

Ver na mesma conferência de imprensa, Paula Teixeira da Cruz, o ministro da saúde e o director da PJ, cheirou-me a esturro.

PS pôe-se a jeito

Hoje é o dia em que, na Assembleia da República, se discutirá a moção de censura ao governo. Não, não terá qualquer efeito imediato. A maioria PSD/CDS suportará mais uma vez Coelho/Gaspar/Relva & companhia. Não fará cair, mas pode abalar.
Mas, neste momento, uma outra coisa me preocupa; será esta semana, provavelmente, que ficaremos a conhecer a decisão do TC sobre algumas medidas do OE para este ano. Se, como já foi referido na imprensa, Passos Coelho se demitir, caso a decisão dos juízes do TC não lhe for favorável, não será esta moção de censura, apresentada nesta altura, mais "um tiro no pé" do PS?
Às vezes penso que este Partido Socialista põe-se mesmo a jeito.

terça-feira, 2 de abril de 2013

O princípio do fim

Se meia Europa se escandalizou com as palavras do ministro alemão, esperemos para ver o que aí vem.
Não há muito tempo, a outra meia Europa, a que agora não se pode admirar, falava que a Alemanha, ou melhor, "os contribuintes alemães", andavam a sustentar os nossos desvarios. E, o pior de tudo, muitos portugueses acreditam. Ouço-os a lamentarem isso mesmo, nos cafés ou  nas barbearias. Curiosamente, nenhum deles acha que viveu acima das suas possibilidades. São sempre os outros. Mas...
Quando, aos treze anos, ingressei no "mercado de trabalho", havia na empresa, um local, coberto com chapa de zinco, onde, por entre umas barras de ferro, se "enfiava" a roda dianteira da bicicleta, por forma a, num pequeno espaço, se poder abrigar o maior número de velocípedes. Era esse o parque de estacionamento reservado aos trabalhadores. Eles não nos perdoam a ousadia de, agora, nos deslocarmos, para o local de trabalho numa viatura automóvel. Mesmo que seja de fabrico alemão.
Acaso alguém lembra ao ministro Wolfgang Schauble, que os baixos salários que auferimos, contribuem para sustentar o nível de vida dos alemães? Ou ele já sabe disso? Estará já a fomentar o sentimento anti-alemão?
Calma senhor Schauble. Vá com calma e cale-se, porque o sentimento anti-alemão já começa a despertar em muitos de nós.

quinta-feira, 28 de março de 2013

PEC IV não, isso faremos nós

Não sei, e penso que a maioria dos portugueses também não o saberá, se José Sócrates foi verdadeiro em tudo o que afirmou, ontem, na RTP. O Jornal de Negócios teve dúvidas e fez as contas (parece que falou mais verdade que mentira).
Também não sei se as medidas que preconizava, para minimizar os efeitos da crise, seriam eficazes. Mas sabemos todos que as que este governo já aplicou, sendo mais dolorosas para o povo, os resultados parecem desastrosos.
Uma coisa parece clara: o PSD, que tanto culpa a "herança de Sócrates" pelos males que nos afectam, concordou com todos os PEC's, até que o quarto, por ser tão parecido com o que Passos Coelho queria fazer, foi o motivo para a sua reprovação.
O certo é que estamos pior agora que antes. A tal ponto que até já sentimos saudades dos tempos em que Sócrates era primeiro-ministro, e ainda tínhamos uns trocos para a cerveja aos fins de semana.
Seguro não deve ter gostado de ouvir Sócrates dizer o que já devia ter sido dito. E por ele. Se, com isso, o PSD conseguir mais um fôlego, é mau, mas se, entretanto, dentro do PS surgir alguém capaz de fazer oposição ao governo, o povo agradece.

terça-feira, 26 de março de 2013

Das duas, uma

Ou o governo quer mesmo ir embora, e por isso faz todas as asneiras que temos visto, ou está a fazer de nós parvos.
"Jorge Silva Carvalho, o ex-espião acusado de corrupção e acesso indevido, foi finalmente colocado na Presidência do Conselho de Ministros, como prevê a lei para todos os antigos elementos dos serviços secreto".
Aparentemente a lei dá cobertura para isso, mas...
"O ex-espião, que saiu dos serviços por vontade própria para integrar a Ongoing, foi acusado pelo Ministério Público de "corrupção e acesso indevido", cuja fase de instrução vai começar no dia 3 de Abril. O caso dizia respeito à passagem de informação entre os serviços secretos e uma empresa privada".
Se, mesmo assim, a lei permitir tal coisa, então a lei está errada.
(lido aqui) 


A inveja é a arma dos incompetentes, disse ele

Wolfgang Schauble


Porque é que, quando algum ministro europeu diz uma asneira, aparece logo outro a "subir a parada"?
Depois do holandês, vem agora este alemão:
"Sempre foi assim. É como numa turma, quando temos os melhores resultados, os que têm um pouco mais de dificuldades são um pouco invejosos".

segunda-feira, 25 de março de 2013

E eles insistem

Jeroen Dijsselbloem
















Agora foi a vez do presidente do eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que é o ministro Gaspar da Holanda, dizer e desdizer, para nos fazer pensar que eles não sabem o que fazem. Mas sabem muito bem o que fazem. E fazem-no propositadamente.
Eles querem destruir-nos. Querem acabar com a nossa pouca dignidade.

Acordo "não enterra excessivamente os contribuintes cipriotas"

A frase em título foi proferida hoje, por Christine Lagarde, segundo a versão online do Diário Económico.
Segundo ela, "o acordo alcançado para o Chipre fornece um "plano completo e credível" e "não enterra excessivamente os contribuintes cipriotas".
Mas enterra?

domingo, 24 de março de 2013

Passos ou Seguro, tanto faz

A custo, pressionado pela opinião pública e pela iniciativa do PCP no parlamento, o Partido Socialista lá anunciou uma moção de censura ao governo. Sabe-se agora que será apresentada esta semana, pelo que será votada só depois da Páscoa.
Entretanto, e para acalmar os "mercados", Seguro teve a gentileza de escrever uma carta à "troika", dando garantias de que o PS "honraria" os compromissos assumidos pelo governo português. Ou seja: sosseguem, que, caso o parlamento seja dissolvido, o presidente convoque eleições e o PS as vença, nada mudará. Que é como quem diz: ajudem-me a ser primeiro-ministro sem precisar dos partidos à minha esquerda, que tudo ficará de acordo com a vossa conveniência.
Nada a que já não estejamos habituados.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Mais vale tarde do que nunca

A porta por onde entrou uma das últimas vezes.

 Assim o esperamos



quinta-feira, 21 de março de 2013

Pelo sim, pelo não...















O PS anunciou o seu voto contra a interpelação ao governo, feita pelo PCP onde se propõe a demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas. Jorge Lacão ainda interrogou a reformada que exerce o cargo de presidente do parlamento, sobre se uma maioria simples aprovaria a interpelação, já que se trata de uma resolução que implicaria o reconhecimento da falta de legitimidade do governo, por parte dos deputados. A presidente confirmou que a maioria simples aprovará a proposta.
O PS vota contra. Não vá o diabo tecê-las.