quinta-feira, 21 de março de 2013

Sócrates, o comentador


















A notícia é avançada pelo DN.
"A emissão do comentário ainda não tem dia escolhido, mas acontecerá logo a seguir ao noticiário das 20.00".
Estou ansioso por saber o que vai comentar. Irá falar da crise?

Os rostos da crise

Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo.

















Dijsselbloem e Lagarde

Durão Barroso, presidente da UE



Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal

José Sócrates, ex primeiro-ministro de Portugal

 


António José Seguro, "líder da oposição"



Mão-de-obra barata?

Vi hoje, na RTP, uma reportagem sobre a pujança das nossas exportações.
Na reportagem, os empresários lamentaram os custos de produção. Queixaram-se do alto preço da energia.
Não se queixaram do custo da mão-de-obra.
Onde tem vivido Belmiro Azevedo?

terça-feira, 19 de março de 2013

O gesto é tudo






Ministro das finanças cipriota, demitiu-se...

O ministro das Finanças do Chipre acaba de apresentar a sua demissão, mas o presidente do país, não lha dá.


Ele quer ir-se embora!
Cá não é assim.

Rescisão de contracto

Exmo. Sr. Belmiro Azevedo
Em virtude do baixo salário da minha esposa e da minha condição de desempregado de longa duração (logo sem subsídio de desemprego), e para evitar incumprimento da minha parte, rescindo o contracto que ambos assinamos. Assim sendo, o serviço kanguru, requisitado há mais de dez anos, deixará de ser um encargo para a minha esposa. Aproveito para o informar que também o telemóvel com cartão pré-pago (optimus) deixará de ser recarregado.
Sem outro assunto, cordialmente me despeço.

PS: se o informarem da presença de um homem, na casa dos cinquenta, mal vestido, junto da entrada de uma das suas lojas a pedir esmola, pense que posso ser eu.

Dá-lhe, Belmiro!

Até que enfim!
Finalmente começam a assumir:
“Diz-se que não se devem ter economias baseadas em mão-de-obra barata. Não sei por que não. Porque se não for a mão-de-obra barata, não há emprego para ninguém”.
Quem fala assim...
O senhor engenheiro tem razão. Eu compreendo-o. Se ele tem que pagar a mão-de-obra que o torna rico, se a pagar mais barata, tanto melhor. Entendo-o. Já não entendo que os que apenas tem a força do trabalho para venderem, o aceitem. Que Belmiro Azevedo queira pagar pouco, é normal. Cabe aos que vendem a sua força de trabalho, dizerem quanto querem receber em troca.
 E, como se não bastasse:
“A economia só pode pagar salários que tenham uma certa ligação com a produtividade”.
Aí eu pergunto: a questão da produtividade não é da exclusiva responsabilidade dos gestores?
"...sem mão-de-obra barata não há emprego".
 Alguém que explique a esse senhor que, ordenados como os que se ganham em Portugal são mão-de-obra barata. E digam-lhe que há um  milhão de pessoas sem emprego.
Ele não saberá que muitas famílias ganham num mês, menos do que ele gasta num dia?

O alvo de Gaspar

Quando, em 1976, me quiseram obrigar a "defender a minha Pátria e estar sempre pronto a lutar pela sua liberdade e independência, mesmo com o sacrifício da própria vida", o que conseguiram foi, apenas, acirrar a minha "ira" contra o sistema, a tal ponto de, numa prova de tiro, no alvo que me fora destinado, não haver nenhuma perfuração de bala, enquanto o alvo do vizinho do lado, tinha o dobro das marcas de projéctil.
Na óptica de quem me avaliou, eu falhei totalmente os tiros. Na minha óptica acertei em cheio. Os meus superiores queriam que eu acertasse no alvo que me foi destinado, eu, deliberadamente, acertei no alvo do camarada do lado.
Victor Gaspar, dependendo do ponto de vista, tem acertado em cheio. É extremamente injusto acusa-lo de ter falhado em toda a linha. Nada do que tem sido feito é incompetência. Incompetência é achar que ele falhou.

Freitas e o dilema de Passos

"O Governo está perante um dilema, ou muda de política ou o país muda de Governo".
Quem afirmou tais sábias palavras, foi Freitas do Amaral, citando Alberto João Jardim.
Parece-me que a maioria dos portugueses concordam com isso, mas o que o país precisa de saber, é que política alternativa preconiza Freitas do Amaral.
De facto, estou-me borrifando para quem desempenha o cargo de primeiro-ministro. As políticas a aplicar é que me preocupam. E, no actual quadro de política europeia, não se vislumbra nada de melhor que o que já cá temos. No entanto, pior não pode haver.
Por isso, que seja o país a mudar de governo.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Valeu a pena?

- O país foi forçado a pedir ajuda internacional, certo?
- Sim, certo. Foi o Sócrates quem o fez.
- Portugal estava em dificuldades. Devia muito dinheiro ao estrangeiro, verdade?
- Sim, é verdade.
- A Troika veio e já cá anda há uns meses, não é?
- É sim. Mas não estou a entender onde queres chegar. Podes explicar-te?
- Ando com uma dúvida: lembras-te de a UE "aconselhar" o governo a não deixar cair a banca nacional?
- Sim. Por isso o défice disparou nessa altura.
- Pois, essa é a minha dúvida. Nós devíamos muito dinheiro. Para que o nosso sistema financeiro não colapsasse, fomos pedir mais dinheiro e injectamos nos bancos para evitar a falência. Não foi?
- Foi. É que se os bancos falissem, a nossa economia sofreria com isso. Mas... qual é a tua dúvida?
- A minha dúvida é se valeu a pena.

Eles não desistem

Agora é o Chipre.
Continuam a fazer experiências.
Afinal, para que raio fazem de nós cobaias?

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Gaivota

Alexandre O'Neill escreveu:

Gaivota

Se uma gaivota viesse

trazer-me o céu de Lisboa

no desenho que fizesse,

nesse céu onde o olhar

é uma asa que não voa,

esmorece e cai no mar.


Que perfeito coração

no meu peito bateria,

meu amor na tua mão,

nessa mão onde cabia

perfeito o meu coração.


Se um português marinheiro,

dos sete mares andarilho,

fosse quem sabe o primeiro

a contar-me o que inventasse,

se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.


Que perfeito coração

no meu peito bateria,

meu amor na tua mão,

nessa mão onde cabia

perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,

me dessem na despedida

o teu olhar derradeiro,

esse olhar que era só teu,

amor que foste o primeiro.


Que perfeito coração

morreria no meu peito morreria,

meu amor na tua mão,

nessa mão onde perfeito

bateu o meu coração.



Faustino G. Camacho fotografou:



Eu achei... interessante e partilho.

Sra da Cabeça


Senhora da Cabeça (2ª feira de Páscoa)
Isto foi em 2006, na tradicional romaria à Senhora da Cabeça que se realiza em Cristelo Côvo, Valença. Veremos como vai ser este ano, depois do referendo ao aborto.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O sim ganhou

- Pai, o primeiro referendo ao aborto não foi vinculativo por não ter tido uma participação acima de metade dos eleitores, verdade?
- Sim, por isso se fez este agora.
- Entendo. Então quando é que se vai voltar a referendar o aborto?
- Agora não é preciso, o sim ganhou.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Violência? Não, obrigado.

A reportagem, sobre a violência escolar, que a RTP mostrou na passada terça-feira, não me chocou.
Se atentarmos no comportamento de muitos portugueses, tanto nas estradas ou campos de fútebol, como no recato dos seus lares (veja-se a violência doméstica), as imagens da RTP não surpreenderam. O que me surpreende é a maneira como lidamos com essas coisas: metemos a cabeça na areia.
Alguém já se imaginou, sendo professor e ter que aguentar tudo aquilo? E os nossos filhos? Estarão a aprender a serem violentos também?
A protecção dada pelo "sistema" aos menores pode ser a causadora de muito do que acontece por aí. Se o autor de uma agressão fosse severamente punido, independentemente da sua idade, talvez a violência reduzisse. É que os menores, vão ser adultos, e se os deixar-mos sossegadinhos, eles crescendo no meio da violência, acabarão por serem adultos violentos, e educarão os seus da mesma forma.
Actuem em quanto é tempo. Ou será que todos temos que conviver com marginais?
Que a lei do mais forte não impere. Faça-se justiça, e que seja cega, sem atenuantes de nenhuma natureza.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Liberdade de expressão

Para recolher o maior número de informação possível sobre o assunto, encontrei uma guerra de palavras que mostra bem o que certas pessoas entendem por liberdade de expressão.
Veja aqui alguns exemplos.

Se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé

Caricatura:(desenho, descrição, etc.) retrato de pessoas ou acontecimentos que assenta no exagero cómico de alguns dos seus traços distintivos.
Por causa da polémica publicação das caricaturas, andei saltitando de blogue em blogue, de link em link e a preocupação com a liberdade de expressão é geral. Meu deus! Será que me devo preocupar também?
Será que ninguém entende que, dada a gratuitidade dos desenhos, a sua publicação atingiu os seus objectivos, que serão os de lançar mais uma acha para a fogueira?
Caricaturar, pensava eu mas devo estar enganado, é acentuar através do desenho os aspectos negativos de alguém. Ora o tal profeta não era favorável ao terrorismo, daí que eu condene as caricaturas. E tem mais: caricaturar alguém sem motivo não me parece correcto. Ou será que o motivo existe e eu não o encontro? É caso para dizer que a montanha foi a Maomé.
Por acaso alguém se questionou sobre a errada opinião, a que somos levados a formar em torno da figura caricaturada?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

As caricaturas de Maomé e os seus objectivos

A “crise” gerada pela publicação das caricaturas de Maomé deve ter objectivos que ainda não li, ou ouvi descodificados. Mas deve ter fortes motivos. Senão para quê a sua publicação? E não foi para gerar a discussão (absurda) em torno da liberdade de expressão.
Em Portugal ninguém, ou quase ninguém, é a favor da restrição da liberdade de imprensa. Eu também sou defensor desse direito inalienável. No entanto sou contra a publicação das caricaturas que conotam Maomé com o terrorismo.
Em Portugal, não há muitos anos, uma caricatura do Papa, com um preservativo no nariz, foi motivo de uma grande movimentação (e contestação), com muitos dos nossos políticos a manifestarem o seu desacordo, relativamente à sua publicação. Nesse momento eu defendi o caricaturista. Só que há uma grande diferença entre essa caricatura e a que agora levantou toda esta celeuma: é que o Papa era, efectivamente, contra o uso do preservativo, e o Maomé não era a favor do terrorismo. Ou seja, o que aqui está errado, é a conotação abusiva e estúpida do sujeito com o objectivo.
Mas, de facto, deve haver outra explicação para a decisão de fazer publicar as malfadadas caricaturas nesta altura. Deve, deve! Só não sei qual é. Mas gostava de saber.

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

PT no século 21

A página inicial do sapo demora mais de dez minutos a abrir!
Esta afirmação é falsa e verdadeira ao mesmo tempo, consoante a ligação que se tem. A minha ligação ainda é do século passado.
Desconfiado, porque já demorou muito menos a abrir o sapo, pacientemente esperei que abrisse a página da PT, e pesquisei a cobertura do meu número telefónico: "Infelizmente na sua área de residência ainda não está disponível o serviço ADSL", qualquer coisa como isto foi a resposta que obtive. Enviei um mail à PT, dando conta do sucedido, e informei que já estava à espera da banda larga há muito tempo. Resposta em poucas horas: "O número de telefone que nos indicou deverá estar apto a receber o acesso ADSL."
Ufa!!! Finalmente!
Vou agora estudar a melhor oferta e gozar a velocidade da Internet.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Finalmente acabaram

Era manhã, bem cedinho. A iluminação pública ainda ardia, ofuscando os enfeites de natal, dificultando a minha tarefa de testar a luz matinal na velhinha D70.
Dentro do velho R19, ouvi no rádio a queixa de Manuel Alegre. Não percebi puto. Não era para ser percebido.
Afinal, na noite anterior, tinha havido um “debate” na televisão, e depois, esqueceram-se do poeta para o debate da nação. Porra! Isso não se faz.
Os portugueses, pelo menos alguns deles, vão escolher em consciência mais um homem que vai gozar o resto da sua vida em condições razoáveis, se compararmos com os mais ricos do mundo.
Acabaram os pseudo-debates na televisão. Não mais irá ser mostrado aos simplórios portugueses, um monólogo entre dois amigos. E pelo visto ontem, ambos quiseram os louros do que não fizeram. Um porque foi primeiro-ministro no tempo das vacas-magras, e o outro porque não quiz fazer.
Afinal qual é o papel do presidente da republica? Ou será que eles ontem ainda não sabiam que não vão voltar a governar o país?
Finalmente acabaram... ufa!
Vamos a ver se eu volto ao normal, é que já me apercebi que ando transtornado. Porque será?